
Especialista defende que, hoje, os jovens aprendem mais sobre sexo do que sobre amor e descreve seis tipos de relações amorosas.
Enche páginas de romances, arranca suspiros a donzelas e tem mesmo a capacidade de tornar o macho mais latino num romântico incurável. Acontece que o amor que os poetas eternizam nos seus textos é um sentimento que, segundo o psicólogo Nélson Lima, Coordenador Nacional do Instituto da Inteligência, se encontra seriamente ameaçado.
«Num mundo em que aumentam os divórcios entre casais, os filhos ficam menos preparados para relacionamentos amorosos duradouros», diz o especialista. Mas não se fica por aqui. Acredita que, hoje, «ensina-se mais sobre as relações sexuais do que sobre as relações amorosas», o que influencia o comportamento dos mais jovens e pode mesmo levar, acredita, a um aumento no número de divórcios, num futuro próximo. Ao limite, é a própria instituição do casamento que está em risco de desaparecer.
Do amor romântico ao altruísta
Nélson Lima garante que se começa a amar cedo e que «o sentimento de amor é favorecido por um ambiente familiar sadio, equilibrado e afectuoso». Por isso, «a forma como se irá amar alguém no futuro dependerá muito das aprendizagens sociais que fará nesta época da vida».
A complexidade do amor ganha ainda outros contornos, já que a a forma como se ama, assegura o especialista, é o resultado, como numa receita, da mistura de vários ingredientes: «personalidade, cultura, educação, etc».
Não é, pois, difícil de perceber que daqui podem resultar diferentes estilos de amor, «compatíveis ou não com do parceiro». O segredo do sucesso de uma relação, desvenda, «depende de como os dois forem capazes de superar lacunas e diferenças».
Para quem não sabe, há então o estilo «romântico», que «envolve paixão, unidade, atracção sexual». Segue-se o «possessivo, destabilizador», bem diferente do «estilo cooperativo, que nasce geralmente de uma amizade anterior e antiga».
Os mais práticos professam «o pragmático», mas há ainda «o lúdico, baseado na conquista e na busca de emoções passageiras» e, finalmente, «o altruísta», em que um dos elementos «dispõe-se a anular-se perante o outro».
Fonte: Destak.

