Estudos recentes nos EUA desaconselham o presente estilo de vida amorosa. Leia aqui.
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Um estudo realizado por uma Universidade Australiana revela o que faz com que um casal fique junto ou se separe, e descobriram que o amor nem sempre é o mais importante.
A idade de um casal, relacionamentos prévios e fumar são factores que influenciam o final de um casamento. São as conclusões do estudo em que foram analisados cerca de 2500 casais, entre 2001 e 2007.
O estudo também concluiu que maridos que são nove anos mais velhos do que as respectivas mulheres são duas vezes mais propícios ao divórcio, assim como aqueles que casaram antes do casal completar 25 anos.
As crianças também influenciam o relacionamento: um entre cinco casais (20%) que tiveram crianças antes do casamento – seja de um relacionamento anterior ou do mesmo relacionamento – separam-se, comparados com apenas 9% dos casais sem crianças nascidas antes do casamento.
Mulheres que desejam crianças muito mais do que os seus parceiros também são mais propensas a situações de divórcio.
Os indivíduos que estão no segundo ou terceiro casamento têm 90% mais hipóteses de se separarem do que aqueles que estão num primeiro casamento.
O dinheiro também é importante: 16% dos inquiridos que indicaram serem pobres, ou onde o marido (e não a mulher) estava desempregado, disseram que se separaram, comparado com apenas 9% dos casais com boa situação financeira.
Casais nos quais um parceiro fumava e o outro não também eram mais propensos a divórcios.
Fonte: Ionline.
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Gravidez na adolescência é vista por muitas raparigas como um projecto de vida, na falta de objectivos profissionais.
Todos os dias, 12 adolescentes dão à luz em Portugal. Idealizado como um projecto de vida, a maternidade transforma-se muitas vezes num “trampolim para a pobreza”, alertam os especialistas. Os estudos sobre a caracterização das mães adolescentes portuguesas indicam que a grande maioria são raparigas oriundas de famílias carenciadas, que abandonaram a escola antes do tempo.
Em Portugal, a maternidade na adolescência é vista por especialistas como um “fenómeno cultural” relacionado com a falta de objectivos. “A maior parte tem informação sobre contraceptivos e a gravidez na adolescência é um fenómeno cultural: há uma falta de objectivos profissionais e individuais e a gravidez vai surgir como um projecto de vida na ausência de outros. É isso que sucede em Portugal e que nos torna diferentes”, diz Teresa Bombas, da Sociedade Portuguesa da Contracepção, a propósito do Dia Mundial da Contracepção, hoje assinalado.
Não se sabe ao certo quantas adolescentes ficam grávidas. Os números oficiais revelam apenas quantas jovens decidem interromper a gravidez recorrendo aos serviços de saúde e quantas decidem ser mães. “Mais de 10% das interrupções voluntárias de gravidez ocorrem em adolescentes até aos 19 anos e quase 5% dos nascimentos são de jovens mães”, lembrou Duarte Vilar, director executivo da Associação para o Planeamento Familiar (APF).
No ano passado, 4347 raparigas entre os 12 e os 19 anos decidiram levar a gravidez até ao final. Em 2008, o número de novas mães adolescentes foi mais alto (4844) e, em 2006, passou as 5500, segundo dados do INE. Os números mostram que esta é uma realidade que tem vindo a diminuir, apesar de ser um processo “muito lento”. “Na década de 80, 14 a 15 mil adolescentes eram mães todos os anos”, sublinhou Duarte Vilar.
Fonte: Lusa, via DN.
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Novo produto financeiro é um êxito nos EUA
Um empresário norte-americano que ficou na penúria após um longo e dispendioso processo de divórcio teve uma ideia brilhante: criou um seguro contra o divórcio. Pelo equivalente a 15 euros por mês, o casal tem direito, em caso de divórcio, a receber uma indemnização, tanto maior quanto os anos que ‘aguentar’ casado. O seguro pode ser subscrito pelos próprios ou oferecido por familiares ou amigos como… prenda de casamento.
Fonte: Correio da Manhã.
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Convívio diário entre o casal pode revelar atritos desvalorizados no resto do ano.
Pode afinal a convivência de um casal em tempo de férias ser uma causa de divórcio? Os psicólogos defendem que sim, e até existem estudos que referem que os pedidos de divórcio chegam a aumentar cerca de 30% após as férias. A “obrigação” de um convívio diário serve, afinal, para redefinir estratégias que permitem continuar a relação ou para chegar à conclusão de que o casamento chegou ao fim.
“Nestes períodos, as pessoas estão obrigadas a confrontar-se pessoalmente, o que não sucede durante o resto do ano”, explica a presidente do Instituto Português de Mediação Familiar (IPMF), Maria Saldanha Pinto Ribeiro. Ora, salienta, “quando as coisas vão mal na relação, estes momentos potenciam o confronto”.
Discurso similar tem o psicólogo e sexólogo Júlio Machado Vaz, que recorda que “as férias muitas vezes servem para se fazer balanços finais”. “Sem o stress do quotidiano, as pessoas podem redefinir as estratégias e continuar a relação ou então colocar um final no casamento”, acrescenta. Júlio Machado Vaz não esquece, contudo, os casos dos que, em tempo de férias, “descobrem que a relação já chegou ao fim”.
Um dos problemas deve-se ao facto de durante os períodos de férias não existirem as “desculpas” do dia-a-dia laboral, desde os cuidados com os filhos às obrigações decorrentes do trabalho. Uma situação que não é exclusiva de Portugal. Segundo dados do Instituto de Política Familiar de Espanha, um em cada três divórcios ocorre após as férias de Verão.
Uma realidade que se transpõe para Portugal, dizem os responsáveis da Albenture, empresa que disponibiliza serviços de conciliação da vida laboral e privada dos empregados de grandes e médias empresas, entre os quais a mediação familiar. “Muitas vezes, a falta de comunicação entre os membros do casal, que dá lugar às crises que originam separações e divórcios, tem o seu ponto de partida nos núcleos familiares em que ambos trabalham fora de casa”, salienta fonte da empresa.
Para Júlio Machado Vaz, a dificuldade de convivência diária reflecte-se até na programação das férias. “Uma variante são os casos dos casais que apenas fazem férias em grupo”, adianta, explicando que “isso é uma defesa para quem já não se consegue enfrentar”.
Receitas para contornar estas dificuldades, diz Maria Saldanha Pinto Ribeiro, “não há”. “Os direitos pessoais tornaram-se mais importantes que os direitos do grupo”, pelo que “quando o casamento não traz felicidade, parte-se para outra relação”.
Fonte: Hélder Robalo, DN.
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Menores dos sete aos 17 anos são o principal público-alvo de um projeto nacional para ensinar a lidar com o dinheiro, anunciou hoje a Universidade de Aveiro (UA), promotora desta iniciativa de incremento da “literacia financeira”.
O projeto, designado “Educação+” e a desenvolver em colaboração com a Caixa Geral de Depósitos, visa “contribuir para a formação de consumidores mais informados e mais conscientes da realidade financeira e dos desafios do dia a dia”, segundo um comunicado da UA.
“Nos dias de hoje, e atendendo à atual situação de crise financeira e económica, que a maioria dos países enfrenta, torna-se pertinente a discussão destes temas e a procura de novas respostas e soluções para os problemas do dia a dia”, refere a UA, ao justificar a iniciativa.
A educação financeira, como meio de melhorar a capacidade individual para lidar com as finanças pessoais é, de resto, uma preocupação central de governos e organizações internacionais como a OCDE e a União Europeia, assinala ainda o comunicado.
No âmbito do “Educação+”, “que será em breve apresentado ao Ministério da Educação”, está a ser preparada uma exposição itinerante, que se estreia a 06 de outubro em Águeda e que depois percorrerá outros municípios de norte a sul do país.
A exposição, adianta a UA, será composta por três módulos e os conteúdos desenvolvidos serão apresentados “de forma a dar ênfase à experimentação e ao jogo, como forma de estimular uma possível exploração didática destes temas”.
A outro nível, mas também no âmbito do projeto, está prevista a realização em Lisboa, no dia 28 de setembro, da II Conferência Internacional em Educação Financeira.
“Por uma educação+ financeira” é o tema desta conferência que tem como principais destinatários todos aqueles que nas instituições e empresas exercem actividade nas áreas de formação, social, comunicação e estratégia, desde quadros superiores a vereadores, gestores escolares, professores, formadores e até jornalistas.
Fonte: Ionline.
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Um pai convenceu o sistema de saúde público britânico, o NHS, a financiar um tratamento que o próprio encontrou na Internet para tratar a filha, vítima de hipertensão intracraniana idiopática, uma doença neurológica rara.
Esta rara perturbação neurológica, que afeta a jovem de 18 anos Charlotte Durham, aumenta a pressão interna no cérebro, levando a dores de cabeça lancinantes e, nalguns casos, à cegueira.
O tratamento encontrado pelo pai, Andy Durham, na Internet obteve bons resultados num estudo realizado com 26 pacientes, na Grécia. Trata-se da administração de octreotide, uma substância normalmente utilizada para o tratamento de problemas de crescimento anormal e que se mostrou eficaz nestes casos de hipertensão intracraniana idiopática.
Apesar de o sistema de saúde público britânico não financiar, na maioria das vezes, a utilização da referida substância, a autoridade local de saúde concluiu que “este caso tem circunstâncias clínicas excecionais por conta da condição de Charlotte ser incomum, mesmo entre pacientes em condições similares, e ela não responder ao tratamento convencionalmente recomendado para esta doença”, explicou em comunicado.
De acordo com a BBC, Charlotte corria o risco de se submeter a uma cirurgia na qual o líquido cefalorraquidiano (LCR), que causa o aumento da pressão dentro do crânio, é drenado para outra cavidade corporal. No entanto, depois da administração da octreotide, a jovem parece estar a responder positivamente.
Segundo o neurologista Brendam Davies, da Clínica Regional de North Midlands, “o caso de Charlotte releva a necessidade de financiamento de mais pesquisas clínicas acerca de um tratamento efetivo para a hipertensão intracraniana idiopática”, uma doença que atinge, maioritariamente, mulheres jovens e com excesso de peso.
Fonte: Boas Notícias.
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Mais de 30 por cento das crianças e adolescentes portugueses têm excesso de peso, segundo os resultados de uma investigação da Escola Nacional de Saúde Pública hoje divulgados.
O estudo, dirigido para o grupo etário dos nove aos 18 anos, abrangeu todos os distritos portugueses e incluiu a análise a 5708 adolescentes escolarizados.
Os resultados indicam que a prevalência de pré-obesidade infanto-juvenil é de 22,6 por cento e que a prevalência da obesidade é de 7,8 por cento.
“A investigação aponta para 30,4 por cento dos adolescentes com excesso de peso. Estes valores são muito preocupantes, porque uma elevada prevalência do excesso de peso traz consequências, como aparecimento da diabetes e de doenças cardiovasculares”, comentou à agência Lusa Isabel Loureiro, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP).
“A adolescência é uma das últimas grandes oportunidades de controlar o peso, para que o adulto não venha a tornar-se obeso”, frisou a orientadora desta investigação, cujo trabalho de recolha de dados decorreu entre 2008 e 2009.
Outro estudo divulgado este ano pela Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade revelava que quase um terço das crianças portuguesas entre os dois e os cinco anos estão em estado de pré-obesidade.
Isabel Loureiro lembra a importância de educar os “jovens que vão ser pais”: “a ideia do bebé muito gordinho deve ser acautelada”.
“É ainda necessário ajudar as crianças a terem uma boa relação com a comida e não ter com ela uma relação de compensação emocional”, alertou.
Fonte: Público.
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Notícia lamentável e inacreditável. Aqui.
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Em Itália já há cursos para ensinar os sogros a não interferir na vida dos filhos. E era necessário? Ler aqui.
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As regras fiscais de IRS em vigor mostram que, em geral, as pessoas que apresentem declarações separadas conseguem ter uma maior poupança fiscal, quando comparadas com casados ou casais em união de facto.
Isso acontece, segundo Cristina Reis, da PricewaterhouseCoopers, porque beneficiam de maiores deduções de despesas por cada sujeito passivo (em custos como os da casa e pensão de alimentos) e de taxas marginais que podem ser mais baixas.
O casamento é mais vantajoso fiscalmente para situações em que só um dos cônjuges tem rendimentos ou em que há diferenças significativas entre os seus rendimentos, nota Luís Magalhães, responsável fiscal da KPMG.
Ambas as auditoras notam que a escolha entre o casamento e a união de facto depende sempre dos rendimentos e de outros factores, pelo que não existe uma regra universal. O regime fiscal dos divorciados é semelhante ao dos solteiros.
Fonte: SOL.
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A psicoterapeuta Asha Phillips alerta no livro ‘Um Bom Pai Diz Não’, da editora Lua de Papel, que se pode estar a criar uma geração de tiranos que não sabem reagir bem a contrariedades
“Dizer não é um presente que se dá aos filhos.” É esta a teoria da psicoterapeuta infantil Asha Phillips, que confrontada no seu trabalho com a dificuldade de alguns pais em impor limites, resolveu escrever um livro sobre o tema.
“A ideia surgiu porque tinha muita dificuldade em dizer não às minhas filhas. Depois, no meu trabalho no hospital, com famílias com problemas, percebi que uma das principais dificuldades era impor limites. E, quando procurei livros para me ajudar, não encontrei nada. Então, pus mãos à obra”, conta a psicoterapeuta.
Ler o artigo completo aqui.
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Uma série televisiva de grande sucesso em todo o mundo e que constitui a caricatura da família americana. Estreia hoje em Portugal a 17ª temporada de uma das séries mais populares da história da TV.
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O número de adolescentes portuguesas grávidas ainda é dos mais elevados na Europa, mas a entrega para a adopção é rara. Em Portugal, para a mãe dar consentimento de entrega para a adopção não há limite de idade e o tribunal aceita que seja aos 14 anos. Especialistas dizem que é muito cedo e que se devia esperar até a mãe ter mais maturidade para decidir.
Em 2008, registaram-se 5800 partos de mães adolescentes e 1200 abortos, um total de sete mil gravidezes. O número tem vindo a diminuir, mas ainda coloca Portugal no segundo lugar entre os países europeus com mais grávidas adolescentes. Uma realidade mais visível com o caso de Ana Rita Leonardo, a jovem de 15 anos, que luta para travar a adopção do filho de dois anos e meio e que esteve em greve de fome.
À semelhança desta adolescente, que tenta evitar que o filho seja entregue para adopção, a maioria das mães menores opta por ficar com os filhos. “São raríssimas as adolescentes que dão os filhos para a adopção”, reconhece Miguel Oliveira e Silva, obstetra que acompanha grávidas adolescentes no Hospital Santa Maria, em Lisboa.
A mesma opinião é reforçada por Sónia Lopes, da Associação para o Planeamento da Família (APF), que coordena um projecto onde estão a ser acompanhadas 40 menores grávidas da área de Marvila, em Lisboa. “Em Portugal é muito raro a entrega para a adopção”, frisa.
Isto porque, a maioria “acaba por ficar em casa dos pais e há uma certa aceitação por parte da família, que já viveu situações semelhantes”, considera Sónia Lopes. Menor é o número de jovens que tem necessidade de ser internado numa instituição.
A Segurança Social tem 11 instituições que apoiam exclusivamente mães adolescentes. E actualmente acolhem actualmente 41 jovens. O presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho revela ao DN que “estes números são mais ou menos estáveis” em relação a anos anteriores. As mães e as crianças que se encontram nestas instituições são consideradas de risco. E “a única hipótese disponível passa pelo acolhimento dos dois”, diz Edmundo Martinho.
Os centros de acolhimento permitem que as jovens aqui permaneçam até aos 21 anos, ou seja, “até serem autónomas”, ou até “se alterarem as circunstâncias e a família puder acompanhar a mãe e a criança”, indica o presidente do Instituto da Segurança Social. A única condição é que as jovens continuem a frequentar a escola ou um curso de formação profissional.
O obstetra Miguel Oliveira e Silva acredita que as adolescentes que recebe são, regra geral, boas mães. E considera que aos 13 ou 14 anos as jovens “têm condições para ficar com as crianças”. Ainda que admita que possam não ser “as ideais”.
Já Edmundo Martinho entende que “nos casos em que a mãe adolescente tem uma retaguarda familiar que assegura uma maternidade acompanhada”, há condições para educar o recém-nascido. Também Duarte Vilar, director-executivo da APF considera que “o mais importante é o suporte familiar e emocional da jovem mãe”.
No entanto, os especialistas alertam para o facto de uma gravidez ser muitas vezes o único projecto de vida destas menores. “Para algumas adolescentes a ausência de outros projectos faz da maternidade um projecto facilmente aceitável”, alerta Duarte Vilar. Por isso, Miguel Oliveira e Silva acredita que “a melhor arma para evitar a gravidez na adolescência é ter ambição na vida e ter objectivos”.
Fonte: DN.
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As férias estão mesmo a chegar e as dores de cabeça dos pais também. Quem lhes dera ter também dois meses e meio de descanso, como os filhos. Ou talvez não! A verdade é que para a maioria dos pais é impossível gozar as mesmas férias que os miúdos. Por isso, o melhor é procurar alternativas que não seja ficar em casa.
Depois de nove meses de aulas, é tempo de não fazer nada, aconselha a psicóloga educacional Maria Dulce Gonçalves, do centro de psicologia Lispsi, em Lisboa. “O tempo de férias é um tempo para saborear o não fazer nada, é tempo de recarregar baterias e retemperar ânimos para o próximo ano lectivo”, aconselha.
Os mais pequenos devem ter tempo e espaço para brincar, enquanto os mais velhos deverão poder fazer umas sestas, dormir até mais tarde depois de uma noitada. “É bom que as regras mudem radicalmente durante as férias para depois poder voltar à normalidade”, aconselha a especialista. A excepção confirma a regra, diz o ditado e pais e filhos podem cumpri-lo para fazer coisas diferentes e não cumprir horários.
Ainda as aulas não terminaram e já muitas escolas enviaram informação para casa dos pais, com as ofertas para ocupação dos tempos livres, durante o final deste mês e para o próximo. A praia é uma constante dos programas dos colégios e dos estabelecimentos de ensino das instituições particulares de solidariedade social, mas mais raras nas escolas públicas.
Em tempos de crise, o ideal é encontrar programas mais em conta. São muitos os municípios e as juntas de freguesia que oferecem programas. Estes não são gratuitos, mas pagos, por vezes, tendo em conta os rendimentos das famílias. Há autarquias que oferecem trabalho aos miúdos com 16 anos ou mais, por exemplo, para serem monitores dos mais pequenos. Existem ainda programas de voluntariado, para os adolescentes e jovens, óptimas alternativas para crescer em responsabilidade e ter o tempo ocupado.
Para os mais novos, o melhor é procurar outras ocupações onde possam aprender uma nova língua, melhorar os conhecimentos em ciências ou a matemática, descobrir como se cria uma máquina fotográfica, praticar novas modalidades desportivas ou, simplesmente, brincar.
Maria Dulce Gonçalves afirma que “em termos cognitivos, se verificam saltos muito grandes, quando as crianças voltam à escola”. Ou seja, ter experiências diferentes, contactar com outras pessoas, “é positivo”. No entanto, alerta, quando as férias são demasiado longas e sem horário, torna-se mais difícil regressar à normalidade. Por isso, quando as aulas estiverem quase a começar, é bom retomar os horários.
Cultura
O que é a tralha? Um conjunto desordenado de várias coisas mas também o ponto de partida para as oficinas Artes nas Férias no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. São quatro temas – entre Poesia com Tralha ou uma Oficina da Memória – para dez dias de actividades (de 22 a 26 de Junho e de 29 de Junho a 3 de Julho das 10h30 às 13h e das 14h30 às 17h). Para miúdos dos cinco aos sete e dos oito aos 12.
A que sabe o Oriente? A canela, açafrão, caril… No Museu do Oriente, em Lisboa, há oficinas para explorar, através de cheiros, sons, cores e sabores, as colecções do Museu. A aventura, que começa a 6 de Julho e termina a 28 de Agosto, é para miúdos dos seis aos 12.
No Museu Colecção Berardo, em Lisboa, brinca-se ao cinema (cada um pode ser actor, realizador ou maquilhador), habita-se o espaço do Museu e do jardim com a imaginação ou constrói-se um mundo novo (com maquetas, pinturas e esculturas), a partir da exposição do arquitecto Pancho Guedes. Para miúdos dos quatro aos seis e dos sete aos 12 e de 29 de Junho a 11 de Setembro.
Em Guimarães, no Museu de Alberto Sampaio, comemora-se o aniversário de D. Afonso Henriques e imagina-se que o rei regressa à cidade. A festa – com música, dança e teatro de sombras – está marcada para os dias 6 a 10 de Julho, das 10h às 12h e das 14h30 às 16h30 e é para jovens dos 12 aos 16.
Mais informações em www.ccb.pt (213612899), www.museudooriente.pt (213585299), www.museuberardo.com (213612879) e masampaio@ipmuseus.pt (253423910).
Teatro
Três sugestões em Lisboa para jovens artistas. No Teatro Bocage há Férias no Teatro com criação de uma peça e apresentação final a familiares e amigos (de 15 de Julho a 18 de Setembro das 9h às 18h). Na Act – Escola de Actores, realiza-se um workshop de teatro, voz e movimento para miúdos dos 12 aos 15 (de 22 de Junho a 10 de Julho). E a Tcharan! Eventos tem agendados dois ateliers – com jogos de expressão dramática, improvisação e interpretação – para crianças dos sete aos 13 (de 13 a 17 de Julho e de 7 a 11 de Setembro das 9h30 às 18h).
Mais informações em www.teatrobocage.com (912449909), www.act-escoladeactores.com (213010168) e www.tcharan.com (914107158).
Ar livre e desporto
No Oceanário de Lisboa as férias são sempre Debaixo de Água. E este Verão são também parcialmente ao ar livre, com passeios de barco (dos quatro aos seis anos) e canoagem (dos sete aos 12) às terças e quintas-feiras. Às sextas, passeia-se no teleférico e dorme-se com os tubarões e nos restantes dias resolvem-se mistérios na floresta ou cozinha-se no fundo do mar. As brincadeiras decorrem de 29 de Junho a 11 de Setembro das 9h às 18h e têm um preço de 40 euros por dia. No Jardim Botânico da Ajuda, a Pró Ambiente realiza mais um programa para crianças dos quatro aos 12, com jardinagem, oficinas de expressão plástica, jogos tradicionais e teatro. De 29 de Junho a 31 de Julho das 9h às 18h e com um custo de 175 euros para uma semana.
Mais a norte, em Guimarães, a Tempo Livre propõe para todo o Verão umas férias desportivas – para miúdos dos sete aos 14 – com futsal, basquetebol, golfe, natação, actividades equestres, bowling… Mas também com ateliers de pintura e projecção de filmes. Cada semana custa 30 euros.
Em Serralves, no Porto, os miúdos podem descobrir o que se esconde no meio da relva ou no cimo de uma árvore, conhecer os animais da quinta (Como comunicam entre si? Como se deslocam?) ou fazer corridas com barcos à vela. O programa de Verão, constituído por 20 oficinas, decorre no Parque e no Museu – entre 6 de Julho e 4 de Setembro das 9h30 às 12h30 e das 14h às 17h e para crianças dos seis aos 12.
Dois campos de férias em Vale de Lobo, no Algarve – de 3 a 7 e de 17 a 21 de Agosto das 9h às 12h -, é a proposta da Football By Carlos Queiroz. Aberto a “campeões” dos seis aos 16, inclui um torneio no Estádio do Algarve no último dia das actividades. O preço de inscrição – 350 euros – inclui um kit do Manchester United.
Mais informações em www.oceanario.pt (218917002), proambiente@sapo.pt, www.tempolivre.pt (253520300), www.serralves.pt (226156500) e www.footballby.net (ou 214161720).
Dormir fora de casa
Quatro sugestões para miúdos aventureiros e pais “liberais”. No Parque de Natureza de Noudar, na Herdade da Coitadinha, a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva realiza “o melhor campo de férias do ano”, com construção de hortas biológicas, vigilância de incêndios na torre, percursos pedestres e de BTT e esperas ao javali. Decorrre de 5 a 11 de Julho, é para participantes dos dez aos 15 anos e custa 280 euros.
No Parque Biológico de Gaia há quatro Campos de Verão – de 4 de Julho a 22 de Agosto – em regime residencial (275 euros) ou não (140 euros), para miúdos dos seis aos 15. E ainda diversas actividades para quem quer inscrever-se só um dia: à segunda descobre-se o parque, à terça cuida-se dos animais, à quarta fazem-se espetadas de fruta cobertas de chocolate…
Jogos na água, andar a cavalo, ateliers de pintura e dança, teatro e karaoke são algumas das actividades dos acampamentos de Belgais – Centro para o Estudo das Artes, perto de Castelo Branco. Estão marcados para as semanas de 29 de Junho a 3 de Julho e de 20 a 24 de Julho e alternam com oficinas em regime não residencial e que incluem visitas a aldeias histórias ou actividades no parque botânico.
Na Escola Ambiental Herdade das Parchanas, no Torrão, Alcácer do Sal, realizam-se colónias de férias de 21 de Junho a 5 de Setembro para miúdos dos sete aos 17 (250 euros por semana), com actividades ambientais, hípicas e desportivas.
Mais informações em www.parquenoudar.com (285950000), atendimento@parquebiologico.pt (227878137), www.citi.pt/belgais (272467680) e www.parchanasonline.com (213870966).
Aprender
Férias e matemática? Matemática e diversão? Coisas à primeira vista inconciliáveis, juntam-se nos vários Mathnasium – ou ginásios de matemática – espalhados pelo país. O conceito nasceu há 30 anos nos EUA e é agora aplicado em centros existentes na região de Lisboa (15), do Porto (cinco) ou em cidades como Braga, Bragança, Guarda, Portalegre ou Faro. No Mathnasium do Parque das Nações Sul (218966639), em Lisboa, os programas semanais de férias decorrem de 29 de Junho a 31 de Julho das 15h às 19h30 e são para miúdos dos 6 aos 15. No Mathnasium Parque da Cidade (226163934), no Porto, decorrem de 22 de Junho a 31 de Julho das 10h às 13h e das 15h às 19h. Tudo começa com um “plano de treino” definido para cada “aluno” e prossegue com actividades de matemática mas também com brincadeiras como origami, jogos de tabuleiro, experiências científicas ou aulas de capoeira.
E que tal aproveitar o Verão para aprender ou desenvolver uma língua estrangeira? Nos centros Helen Doron Early English, um método de ensino precoce da língua inglesa para bebés e crianças dos 3 meses aos 14 anos, há cursos de Verão quinzenais entre 22 de Junho e 11 de Setembro. São para miúdos dos quatro aos 14 anos e têm lugar nos centros de Lisboa (Lumiar, Parque das Nações e São Domingos de Benfica), Algés, Cascais e Malveira. Há ainda cursos de Verão de inglês no British Council em Lisboa, Miraflores e Parede e de francês na Alliance Française.
Mais informações em www.mathnasium.com.pt, lisbon@helendoron.com (217551870), www.britishcouncil.org/portugal e www.alliancefr.pt.
Ciência
As Férias com Ciência regressam ao Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, em Lisboa, com um campeonato de jogos matemáticos, um atelier de cinema, brincadeiras à volta de uma peça de teatro, de insectos e de bolas de sabão gigantes. As actividades têm lugar de 22 de Junho a 11 de Setembro das 9h às 18h e são para miúdos entre os seis e os 12 anos. Preços a partir de 40 euros por dia.
No Museu da Ciência da Universidade de Coimbra há programas de quatro dias dedicados a quatro temas – Geologia, Biologia, Matemática e Astronomia – e ainda um “mergulho” no mundo de Darwin – os livros que escreveu, o que descobriu, como foi a sua vida… As actividades 4 Dias, 4 Temas, que decorrem entre 23 de Junho e 28 de Agosto, são para crianças dos cinco aos sete (de manhã) e dos oito aos 12 (de tarde) e custam 30 euros. No Mundo de Darwin tem lugar entre 30 de Junho e 4 de Setembro.
Mais informações em www.pavconhecimento.pt (218917100) e www.museudaciencia.pt (239854350).
À borla
E ainda algumas dicas e sugestões sobre actividades gratuitas em tempo de férias – e de crise. O Ciência Viva ainda não divulgou o programa completo para 2009 mas já se conhecem algumas iniciativas: no Pavilhão da Água, no Porto, haverá nos dias 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de Julho saídas de campo para análise da água do lago do Parque da Cidade, seguidas de análises microbiológicas da água recolhida (inscrição pelo telefone 808200205). É bom ficar atento ao site www.cienciaviva.pt a partir do início de Julho.
Em Lisboa, as bibliotecas municipais preparam um programa de Verão que inclui sessões sobre como fazer um blogue (dias 23 e 24 de Julho e 27 e 28 de Agosto na Biblioteca Natália Correia) ou sobre como viajar pela Internet (dias 14 e 16 de Julho e 11 e 13 de Agosto na Biblioteca David Mourão Ferreira). E ainda horas do conto, um ciclo de cinema, ateliers e visitas guiadas. Mais informações no site http://blx.cm-lisboa.pt e inscrições pelo telefone 213567800.
No Padrão dos Descobrimentos, há oficinas musicais – Do Fundo do Baú – sobre gaitas-de-foles. Realizam-se nos dias 29 e 30 de Junho e 1 e 2 de Julho (dos seis aos dez) e também dia 3 de Julho (dos dez aos 14). Inscrições pelo telefone 213031950.
Fonte: Público.
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Pelo menos 41 mulheres foram assassinadas em 2008 em Portugal pelos companheiros, anunciou hoje a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), defendendo que este tipo de crime deve ser analisado separadamente no relatório de Segurança Interna.
De acordo com dados de um relatório da UMAR, elaborado com dados da imprensa e entregue hoje no Ministério da Administração Interna, em 82 por cento de 46 homicídios contabilizados o homicida foi o “outro membro ou ex-membro do casal”, fosse em situação de casamento, união de facto ou namoro.
“Este número assustador e trágico, que peca por defeito”, devia ter sido tratado separadamente no Relatório Anual de Segurança Interna, considera a UMAR, argumentando que incluí-lo no universo de todos os homicídios cometidos “leva à incompreensão deste especialíssimo fenómeno criminal”.
O “homicídio perpetrado contra mulheres por maridos, companheiros e namorados” precisa de ser “invertido drasticamente”, o que passará por individualizar estes crimes nas estatísticas e fazer um “alerta social enviado pelos poderes públicos à sociedade que somos e que deve conhecer-se numa das suas mais profundas patologias”, defende a UMAR.
O relatório de Segurança Interna referente a 2008 contabilizou dez casos de morte por violência doméstica, situações em que as mulheres morreram em consequência das agressões sofridas. Com os dados recolhidos na imprensa do ano passado, a UMAR traça um cenário bem mais grave: 41 mulheres mortas pelos companheiros em situações de violência conjugal, a que acrescem seis familiares – filhos, pais ou outros – também assassinados.
Em 28 dos casos, o assassino foi o companheiro da altura, fosse marido ou namorado, enquanto em 13 dos crimes, o homicida foi o ex-companheiro. Em cinco situações elencadas, o agressor era descendente directo, familiar ou desconhecido. A maioria das vítimas (20) tinha entre 24 e 35 anos. Quanto aos agressores, a maioria tinha entre 36 e 50 anos.
Fonte: Público.
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Ser mãe é a possibilidade de experimentar em dobro a mesma vida, é voltar para a infância não sendo mais criança, voltar para a adolescência não sendo mais adolescente. Quem já não teve o sonho de repetir o passado? Mãe aperfeiçoa seu desejo e até melhora a memória que julgava encerrada.
Todos sabem que uma vez o corpo habitado, o ventre povoado, o amor faz cidade. Mas não vou falar do barulho bom da chuva nas calhas. Talvez tenha que cuidar das infiltrações pela casa.
Vou direto ao ponto: maternidade não pode servir como desculpa. Muito menos como perdão para não correr riscos.
Minha mãe argumentava que não casou novamente para cuidar dos filhos. Ela se separou aos 40 anos, na efervescência da idade. Pretendentes batiam à porta com serenatas, flores e bombons, recorrendo a cortejos desesperados. Eu atendia a campainha com pena da performance em vão dos seus apaixonados.
Juro que não merecia receber essa culpa. Ela avisava que os filhos eram ciumentos e não admitiriam um segundo casamento – nunca testou a tese. Cansei de ouvir que não desfrutava de condições de sair à noite para cuidar da prole… já adulta. Transferia a decisão para os nossos ombros.
Não deve ser sadio para um filho carregar o estigma de que demitiu sua mãe do futuro amoroso. De que é o responsável por complicar seus relacionamentos e adiar namoros e viagens.
Estou exagerando?
Tenho uma amiga linda, jovem e profissional reconhecida, que aceita os convites para festas, cafés e jantares com facilidade. Estranho sua rapidez afirmativa. Quem diz sim no aceno dirá não com um longo aperto de mão.
No momento que é convidada, responde com entusiasmo de acampamento de escola. Solta um viva, um urra, um não acredito impregnado de presságios. Parece que estava esperando ansiosamente o chamado.
Pena que desmarca na última hora com um telefonema sussurado, constrangido e pesado de juras por uma próxima chance. Entendo o que passa em seu assoalho, aceita de pronto e demora semanas sondando uma maneira de cancelar o encontro e não ferir expectativas. Sempre vai ferir seu orgulho.
A desculpa dela é igual há 14 anos, desde que seu filho nasceu: Theo tem alguma coisa que a impede de se divertir, ou uma doença, ou não há com quem ficar ou tem aniversário ou está mal na escola. Foram centenas de motivos, dos tradicionais aos mais irreverentes. Acredito que ela perde mais tempo elaborando justificativas do que se comparecesse aos compromissos.
Theo pouco prevê que paga a conta pelos cancelamentos sucessivos de sua mãe. Muitos imaginados e inventados, longe da realidade. Ela o cria com perfeição, o problema é que se esconde na maternidade para não criar a si mesma.
Maternidade não é renúncia, é aceitação de que o filho não é tudo, não é um fim, é o nosso recomeço.
Fonte: Fabrício Carpinejar, Crescer, via Pavablog.
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A percentagem de alunos sinalizados com características de sobredotação na Madeira situa-se dentro da média nacional: ou seja entre dois a cinco por cento da população. Desde 1995 que a Região trabalha com crianças/jovens com características de sobredotação ou potencialmente sobredotados, inicialmente através do Programa Regional de Apoio à Sobredotação e, actualmente, através da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação (DIEERS). Daí ter vindo a desenvolver estudos sobre esta temática e criado programas de enriquecimento curricular para responder às necessidades desta população.
A coordenadora da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação, Conceição Ramos, fala da necessidade de sensibilizar/informar toda a comunidade educativa sobre este tema, no sentido de uma melhor sinalização/identificação dos alunos junto das escolas.
Depois deste primeiro passo, “iremos intervir, ajustando programas às necessidades específicas de cada um, de modo a promover respostas diferenciadas e enriquecedoras nas áreas do talento. Isto porque, conforme defende aquela responsável, “só uma identificação e intervenção adequadas ajudarão o aluno a uma maior potenciação e manifestação das suas capacidades, assim como o reconhecimento e a valorização das mesmas”.
Segundo Conceição Ramos, “para sinalizar uma criança/jovem com características de sobredotação, é necessária a intervenção de uma equipa multidisciplinar composta por docentes, psicólogos e outros técnicos, até porque “o conceito de sobredotação é multifacetado e tem de ser visto como um processo”.
A avaliação destes alunos, segundo a coordenadora da DIEERS, deverá contemplar várias áreas e dimensões do seu comportamento e atender aos diferentes contextos onde o aluno se encontra. “As crianças sobredotadas são diferentes e há vários níveis e graus de sobredotação”, afirma Conceição Ramos, a qual sublinha que estudos actuais apontam para a importância de uma orientação ao aluno sobredotado e à sua família de um sistema educacional que reconheça e atenda às necessidades desse aluno nas áreas não só cognitiva e intelectual, mas também social e emocional.
Refira-se que a DIEERS tem parcerias externas com as Universidades do Minho, da Madeira, com as direcções regionais da Juventude, da Educação e com estabelecimentos de ensino, museus e até com as próprias famílias.
Sobredotado “não é alguém que sabe tudo”
A Coordenadora da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação diz que o aluno sobredotado não é alguém que sabe tudo, que é auto-suficiente e que não precisa de ajuda. “Não é correcto pensar-se que, face às suas altas habilidades e talentos, este terá que ser excelente em todos os domínios da sua pessoa, comportamento cognitivo e de aprendizagem. Muitas vezes, estes alunos possuem dificuldades, pese embora a relevância das suas qualidades particulares”, defende Conceição Ramos. A psicóloga adianta que estes alunos funcionam dentro de um esquema cognitivo diferente do habitual, marcado pelo pensamento divergente e tratamento não sequencial da informação, mais facilmente “chocam” com o ensino dito tradicional.
Assim, conforme adianta, “a sua inclusão na sala de aula requer, por parte dos professores, estratégias pedagógicas adequadas às suas necessidades” diz Conceição Ramos. Ainda segundo a Coordenadora da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação, diversos estudos têm demonstrado que existem alunos com altas habilidades que passam despercebidas aos professores. Estes alunos, às vezes, são rotulados de “problemáticos”, com dificuldades relacionadas com o seu comportamento nas aulas (atenção, interesses, tarefas escolares, desempenho social).
Segundo e terceiro ciclos são uma realidade a atender
A “DIEERS faz estudos longitudinais em algumas escolas, os quais visam uma maior sensibilização sobre a temática e uma melhoria nos mecanismos de actuação com estes alunos . “É nossa objectivo dar continuidade à intervenção nos 2.º e 3.º ciclos, secundário e sempre que os alunos, os pais e os professores nos solicitem”, diz-nos Conceição Ramos. “De acordo com as nossas atribuições, colaboramos na avaliação de todos os projectos nesta área, na identificação e acompanhamento”, refere ainda aquela responsável. Considerando que muitos pais têm ideias erradas quanto à sobredotação, Conceição Ramos diz que há quem considere que estas crianças são alvo de discriminação. “Na minha opinião, essa discriminação é feita pelos próprios adultos”, refere a coordenadora da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação.
No entender de Conceição Ramos, tanto adultos, como crianças devem estar preparados para a diferença. “”Todos somos diferentes e em relação a isso, temos de tratar com as coisas de uma forma normal e estar habituados a lidar com a própria diferença. Uns são bons numas coisas e outros são bons noutras”, considera a coordenadora da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação.
Fonte: Jornal da Madeira, via Portal da Criança.
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Cerca de 15 mil assinaturas a pedir alterações legislativas que responsabilizem os pais pela vida escolar dos filhos são hoje entregues na Assembleia da República, disse à Lusa o autor da petição.
“Muito perto de 15 mil assinaturas vão ser hoje entregues ao chefe de gabinete do presidente da Assembleia da República para que lhes seja dada a importância que devem ter”, referiu Luís Braga, o autor da petição “Pela responsabilização efectiva das famílias nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar”.
Em duas semanas, o presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, em Viana do Castelo, obteve um apoio “que superou todas as expectativas”.
“Para além da questão numérica, a visibilidade e a adesão pública obtida pelas ideias veiculadas na petição justifica que o Parlamento possa considerar as propostas apresentadas e debatê-las, abrindo caminho à mudança legislativa solicitada”, explica a carta que acompanha a petição.
Para além do Presidente da Assembleia da República, também o presidente da Comissão de Educação e todos os grupos parlamentares vão receber o documento com o pedido para que seja debatido em plenário.
“A legislação tem de criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono, modificando a lei que consagra o Estatuto do aluno e outras leis conexas”, escreveu Luís Braga na petição.
Medidas sancionatórias às famílias negligentes
Na prática, o que a pedição defende é que os encarregados de educação sejam responsabilizados pela “educação ou não educação dos alunos”, devolvendo aos pais a responsabilidade pela escolarização dos filhos.
Com o CD contendo a identificação dos signatários da petição vão ser entregues cerca de três mil “comentários” deixados pelos signatários da petição e que Luís Braga considera “pertinentes”.
“A petição necessitava de quatro mil assinaturas para ser discutida da Assembleia da Republica, mas já tem o triplo das assinaturas”, referiu o docente.
Solicitando alterações legais, o texto da petição defende que os “mecanismos criados devem traduzir-se em medidas sancionatórias às famílias negligentes, como multas, retirada de prestações sociais e, no limite, efeitos sobre o exercício das responsabilidades parentais, como é próprio de uma situação que afecta direitos fundamentais de pessoas dependentes”.
“Actualmente, a única coisa que um professor pode fazer se um aluno faltar sucessivamente, é fazer um teste de recuperação para avaliar as dificuldades da criança e isto não é nada”, finalizou Luís Braga.
Fonte: Público.
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As crianças e as mulheres são mais vulneráveis em situações de emergência que provoquem carências de alimentos e obstáculos no acesso aos cuidados médicos, alerta a Unicef, apelando a que se dê prioridade à saúde materno-infantil.
A directora-executiva do fundo das Nações Unidas para as crianças, Ann M. Veneman, sublinhou que “o impacto dos desastres causados pelo homem e pela natureza recai desproporcionadamente sobre as mulheres e as crianças”.
“A saúde das mulheres e das crianças deve ser considerada uma prioridade e as suas necessidades devem ser identificadas em todas as respostas de emergência”, sustenta, em comunicado, garantindo que a Unicef tudo fará para assegurar que hospitais e outras unidades de saúde possam prestar auxílio a mulheres e crianças.
A directora-executiva da UNICEF assinala ainda que, “quando os sistemas de cuidados de saúde são afectados pelos desastres, as crianças correm um risco maior de contraírem doenças”, como sarampo, malária ou infecções respiratórias agudas, que podem ser fatais.
Fonte: Público.
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Mauro Paulino, Psicólogo e membro da Comissão Permanente do Projecto SER Família, lança o seu primeiro livro, que versa a temática do abuso sexual de crianças, através da Prime Books.

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A crise económico-financeira está a arrastar cada vez mais famílias para situações de sobreendividamento: só em Janeiro e Fevereiro deste ano o número de agregados familiares com a chamada ‘corda na garganta’ ascendeu a um total de 2436 casos, um aumento de 107 por cento face aos 1176 casos registados em igual período de 2008.
Fonte: CM.
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Um estudo inédito sobre casos de crianças abusadas sexualmente no seio familiar concluiu que em 45% das situações são os pais biológicos os violadores. Em apenas um ano, o Instituto de Medicina Legal realizou perícias a 720 crianças com menos de 14 anos
“Ouço os passos dele no corredor. A madeira do soalho range sempre, como rangem as solas dos seus sapatos. Fechei a porta mas sei que não vai adiantar nada. Ele consegue sempre o que quer. Já ouço, a maçaneta à roda devagarinho e sinto a respiração pesada, o hálito a cerveja, o suor que lhe escorre do corpo. Encolho-me, mas sei que não servirá de nada. Ele consegue sempre o que quer. E quer-me a mim.” O relato, de uma vítima de abusos sexuais, é descrito pelo pediatra Mário Cordeiro no seu livro Venham Conhecer o Lobo Mau.
Ilustra uma realidade cruel, uma realidade, como sublinha Teresa Magalhães, directora da delegação norte do Instituto de Medicina Legal (IML), “complicada de ser assumida pela vítima, que é maltratada por alguém que a devia amar”.
Segundo os dados disponíveis do IML, relativos ao ano de 2007, mais de metade dos 1108 exames por violações realizados tiveram como vítimas menores de 14 anos. Dividindo os 720 casos pelo número de dias úteis em que os serviços estão a funcionar, dá uma média de quase três por dia. De acordo com um porta-voz oficial desta entidade, os números de 2008 ainda não estão consolidados “mas não deve haver uma grande alteração em relação a 2007″.
Teresa Magalhães estudou e comparou os casos de abuso sexual, intrafamiliar e extrafamiliar, de crianças. O trabalho compreende um período de dez anos, entre 1997 e 2007. Foi feito o perfil da vítima e do agressor.
De acordo com esta investigação, há menos violência física, que nos casos que acontecem fora da família, mas a violência psicológica é muito maior. “Há crianças que chegam aos nossos serviços e, antes de começarem a falar, perguntam: ‘vão prender o meu pai?’ Têm medo de represálias”, conta Teresa Magalhães.
Recuperar de um trauma desta dimensão é quase impossível, como confirma Cristina Soeiro, psicóloga da Polícia Judiciária, especialista neste tipo de crime. “O risco é tanto maior quanto maior é a diferença de idade entre a vítima e o agressor, quanto mais cedo começar o abuso e quanto mais tempo durar”. Determinante para a recuperação é, sublinha esta perita, “um bom suporte social, principalmente da mãe”.
Fonte: DN.
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Alargada para seis meses. Ler aqui.
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Governo apresenta hoje proposta de lei na AR que alarga o estatuto de vítima. O documento prevê que as casas de abrigo passem a acolher casais homossexuais e que os lares e comissões dêem prioridade a casos de idosos, crianças e jovens. Já os números de denúncias não param de subir
O ano passado, 6980 pessoas queixaram-se de violência doméstica à Associação de Apoio à Vítima (APAV), o que representa um aumento 17,4% em relação a 2007 (5944). Também nas denúncias junto da GNR há um subida significativa, de 15%. ´O mesmo se prevê na PSP, tudo indicando que no último ano se tenha registado a maior evolução de sempre ao nível dos casos denunciados. Um balanço a propósito da apresentação, hoje, no Parlamento, da proposta de lei sobre violência doméstica. Uma das principais alterações é que as soluções para acolhimento vão ser alargadas aos idosos, aos menores e aos homossexuais.
Os dados da APAV a que o DN teve acesso indicam que houve dez mil processos em 2008, mais 12% do que em 2007 (8373), o que representa a maior subida desde que a associação tem registos.
Mas o aumento é mais significativo no que diz respeito às vítimas de violência doméstica (6980), 88,9% das pessoas que pediram apoio, e mais 17,4% relativamente aos que sofreram agressões física, psicológica e sexual, em 2007 (5944).
Nem todos os que procuram ajuda junto da APAV apresentaram uma denúncia à policia, mas também nestas estruturas se aponta uma subida elevada. A GNR tem mais 1332 ocorrências do que 2007, ultrapassando pela primeira vez os dez mil processos. A PSP ainda não tem o registo total dos processos em 2008, mas os dados disponíveis, até 31 de Outubro indicavam 14823 situações, mais 13,6% do que o total de 2007. E, se analisarmos apenas as denúncias junto destas duas policiais nos primeiros dez meses de 2008, a subida é de 33,1%.
Resta saber se ao aumento de casos denunciados corresponde um aumento real de situações. O que as organizações não governamentais e o Governo sabem é que o fenómeno é transversal a todas as classes sociais e a todos os grupos: mulheres, homens, idosos, menores e homossexuais. Os idosos e menores representam mais de 16% das vítimas junto da APAV.
Nesse sentido, o Executivo apresenta hoje aos deputados uma proposta de lei que alarga o estatuto da vítima de violência doméstica. As comissões de protecção de crianças em risco serão chamadas a apoiar mais os menores. E os lares devem dar prioridade aos idosos que sofram agressões na família.
Outra das questões abordadas durante o debate público da proposta de lei foi o alargamento aos casais homossexuais, tendo essa preocupação sido enquadrada no documento final. “As casas de abrigo, quando tal for admitido no seu regulamento interno, podem acolher outras vítimas de violência de género, quer em resultado da prática do crime de tráfico de pessoas, quer por efeito de outras formas de discriminação em função da orientação sexual”, salienta o ponto 3 do artigo 62.
Também o Bloco de Esquerda apresenta um projecto de lei que visa a alteração do Código Penal. Defendem que o conceito de “crime continuado” deixe de aplicar-se aos crimes cometidos contra as pessoas, entre os quais os de violência doméstica, e passe a abranger apenas as questões patrimoniais. Isto, por considerar que é a causa da aplicação de penas “mais benévolas” aos agressores. Mas, segundo o DN apurou, a proposta não terá o apoio do PS.
Fonte: DN.
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A qualificação escolar dos pais pesa mais no sucesso escolar dos filhos do que a origem social ou os rendimentos da família. A conclusão está num estudo do Ministério da Educação realizado junto de estudantes do 10º ano. O que se demonstra é que filhos de bons alunos têm em geral melhores notas. Entre os jovens com sucesso na escola dois terços são filhos de pais com profissões muito qualificadas. A percentagem desce para um pouco mais de um terço entre os filhos de operários. Também pertence a famílias com menor escolaridade a maioria dos alunos dos cursos profissionais que, em geral, não opta pelas áreas científicas ou de letras. A análise «Estudantes à Entrada do Ensino Secundário», realizada pelo Ministério da Educação, demonstra que 62 por cento dos alunos nunca chumbaram e mais de metade, 57 por cento, acabaram o nono ano sem qualquer negativa. Outra conclusão indica que dois terços dos alunos que no ano passado chegaram ao secundário já ultrapassaram ou estão quase a ultrapassar as habilitações literárias dos pais. Um sinal claro de melhoria na qualificação dos portugueses. No inicio deste século só 15 por cento da população tinha concluído o secundário. Este estudo confirma também que as raparigas têm em média melhores notas do que os rapazes e que a escolha da escola é determinada sobretudo pela proximidade da residência, embora a escolha dos amigos tenha também algum peso. O estudo do Ministério da Educação baseou-se em inquéritos a mais de 46 mil alunos que chegaram ao ensino secundário no último ano lectivo, sendo que 95 por cento dos estudantes inquiridos são de nacionalidade portuguesa.
Fonte: TSF.
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Já sabem qual é a nova moda entre as mulheres espanholas? Uma romaria de madrilenas corre aos consultórios especializados para recuperar a virgindade perdida. É a chamada himenoplastia. Pá-pum. Uma cirurgia rapidíssima e lá está a Iracema, com os seus lábios de mel, como veio ao mundo, virgem, virgem. Só dói no bolso: custa uma bagatela de 2 mil euros.
A loucura é tanta que as prostitutas já viram na técnica uma mina. Deu no “El País”: “M., prostituta de 25 anos, passou oito vezes pelo consultório para comprar sua inocência fictícia. Oito homens pagaram 6 mil euros cada um para ser o primeiro. Ela ganhou 48 mil. A cirurgiã que a operou conta que existem ofertas de virgens, leilões realizados em despedidas de solteiro nas quais o melhor licitante desflora a garota”.
Mas esse é um caso raro, relata a reportagem. O mais comum são muçulmanas e ciganas, entre 20 e 25 anos, prestes a casar, com medo que os maridos as abandonem ou castiguem por causa do seu passado.
Fonte: Xico Sá, via Pavablog.
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Um rapaz de 12 anos foi condenado por homicídio premeditado nos Estados Unidos por matar a própria mãe após uma discussão sobre tarefas domésticas
Um juiz no Estado do Arizona considerou que a criança agiu intencionalmente ao disparas oito vezes contra a mãe, Sara Madrid, no ano passado.
O jovem, da cidade de Douglas no Condado de Cochise, não foi identificado à imprensa e deve receber a sentença no fim do mês.
Pela lei do Arizona, o jovem poderá ficar preso apenas até completar 18 anos.
Segundo o Ministério Público, o jovem discutiu com a mãe, que estava a pedir-lhe que fizesse algumas tarefas domésticas. O filho usou uma arma que era guardada em casa para matar a mãe.
O namorado dela, Alfonso Muñoz, testemunhou o homicídio e recebeu a arma do jovem quando este a entregou após ter cometido o crime.
Muñoz disse que tinha ensinado o rapaz a usar a arma em caso de emergência e para se defender.
O advogado do jovem argumentou que este não tinha intenção de matar a mãe e que estava a querer vingar-se dela por abusos sofridos.
O MP tentou que o jovem fosse julgado enquanto adulto, mas o juiz manteve o caso no tribunal de menores, após o jovem ter sido visto por psicólogos e psiquiatras.
Fonte: SOL com agências.
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