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As regras fiscais de IRS em vigor mostram que, em geral, as pessoas que apresentem declarações separadas conseguem ter uma maior poupança fiscal, quando comparadas com casados ou casais em união de facto.

Isso acontece, segundo Cristina Reis, da PricewaterhouseCoopers, porque beneficiam de maiores deduções de despesas por cada sujeito passivo (em custos como os da casa e pensão de alimentos) e de taxas marginais que podem ser mais baixas.

O casamento é mais vantajoso fiscalmente para situações em que só um dos cônjuges tem rendimentos ou em que há diferenças significativas entre os seus rendimentos, nota Luís Magalhães, responsável fiscal da KPMG.

Ambas as auditoras notam que a escolha entre o casamento e a união de facto depende sempre dos rendimentos e de outros factores, pelo que não existe uma regra universal. O regime fiscal dos divorciados é semelhante ao dos solteiros.

Fonte: SOL.

A psicoterapeuta Asha Phillips alerta no livro ‘Um Bom Pai Diz Não’, da editora Lua de Papel, que se pode estar a criar uma geração de tiranos que não sabem reagir bem a contrariedades

“Dizer não é um presente que se dá aos filhos.” É esta a teoria da psicoterapeuta infantil Asha Phillips, que confrontada no seu trabalho com a dificuldade de alguns pais em impor limites, resolveu escrever um livro sobre o tema.

“A ideia surgiu porque tinha muita dificuldade em dizer não às minhas filhas. Depois, no meu trabalho no hospital, com famílias com problemas, percebi que uma das principais dificuldades era impor limites. E, quando procurei livros para me ajudar, não encontrei nada. Então, pus mãos à obra”, conta a psicoterapeuta.

Ler o artigo completo aqui.

Uma série televisiva de grande sucesso em todo o mundo e que constitui a caricatura da família americana. Estreia hoje em Portugal a 17ª temporada de uma das séries mais populares da história da TV.

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Suicídio e mortalidade aumenta com o desemprego, segundo estudo na União Europeia.

Ler aqui.

Alunos da Universidade de Aveiro (UA) podem, já no próximo ano lectivo, vir a habitar com famílias de idosos, trocando o preço da residência pela companhia e apoio em pequenas tarefas.

O programa da UA, designado «Proximus», arrancará no próximo ano lectivo, estando a decorrer conversações entre os Serviços Sociais da UA e as juntas da Glória, Vera-Cruz e Esgueira, que irão indicar os idosos que poderão alinhar no projecto. «A receptividade das autarquias foi excelente e o objectivo é estender o ‘Proximus’ às restantes freguesias. Mais do que uma troca de alojamento por uma ida à farmácia ou às compras, pretende-se que haja uma aproximação intergeracional», explica Hélder Castanheira, administrador para a Acção Social da UA. Numa fase inicial, o programa contempla alunos que concorram ao alojamento universitário, devendo posteriormente estar ao alcance de todos os estudantes.

Fonte: Mundo Sénior.

Pobres, desmobilizados mas, apesar disso, felizes. Somos assim, os portugueses? No final do estudo Necessidades em Portugal – Tradição e Tendências Emergentes, os investigadores viram-se perante um país socialmente muito frágil, pouco capaz de se mobilizar individual e socialmente. Mas, apesar disso, com altos níveis de satisfação e felicidade.

Há dados conhecidos que o estudo confirma – os que se relacionam com níveis de desigualdades sociais ou taxas de pobreza, por exemplo. Mas Teresa Costa Pinto, socióloga do Centro de Estudos Territoriais, do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), diz que a investigação trouxe novidades: “Algumas dimensões da privação alargam-se a outros grupos que não estariam nos 20 por cento de pobres.”

Cerca de um terço da população vive “um contexto de precariedade” e está preocupado “com a sua sobrevivência”, indicam os resultados. A impossibilidade de pagar uma semana de férias fora, manter a casa aquecida (32,6 por cento não o conseguem) ou não usufruir da baixa médica total por razões económicas ultrapassam em muito os 20 por cento de pobres. O índice resultante do inquérito diz que 35 por cento dos portugueses têm uma privação alta ou média. Mais de metade (57 por cento) tem um orçamento familiar abaixo dos 900 euros.

Confirmam-se ainda outros dados conhecidos: o universo dos mais vulneráveis (que revelam mais sentimentos negativos) coincide com os idosos, as famílias monoparentais, os menos instruídos. Há aqui duas novidades: os mais jovens começam a enfrentar situações de vulnerabilidade; e as qualificações superiores também já não garantem emprego seguro.
Estas condições deficientes ou más coincidem com o nível de satisfação com a vida: em Portugal, ele é dos mais baixos, comparado com outros países da União Europeia. Mas o grau de satisfação (6,6 numa escala de 1 a 10) está claramente acima do ponto médio da escala, tal como o da felicidade (que chega aos 7,3 em 10).

Fonte: Público.

O número de adolescentes portuguesas grávidas ainda é dos mais elevados na Europa, mas a entrega para a adopção é rara. Em Portugal, para a mãe dar consentimento de entrega para a adopção não há limite de idade e o tribunal aceita que seja aos 14 anos. Especialistas dizem que é muito cedo e que se devia esperar até a mãe ter mais maturidade para decidir.

Em 2008, registaram-se 5800 partos de mães adolescentes e 1200 abortos, um total de sete mil gravidezes. O número tem vindo a diminuir, mas ainda coloca Portugal no segundo lugar entre os países europeus com mais grávidas adolescentes. Uma realidade mais visível com o caso de Ana Rita Leonardo, a jovem de 15 anos, que luta para travar a adopção do filho de dois anos e meio e que esteve em greve de fome.

À semelhança desta adolescente, que tenta evitar que o filho seja entregue para adopção, a maioria das mães menores opta por ficar com os filhos. “São raríssimas as adolescentes que dão os filhos para a adopção”, reconhece Miguel Oliveira e Silva, obstetra que acompanha grávidas adolescentes no Hospital Santa Maria, em Lisboa.

A mesma opinião é reforçada por Sónia Lopes, da Associação para o Planeamento da Família (APF), que coordena um projecto onde estão a ser acompanhadas 40 menores grávidas da área de Marvila, em Lisboa. “Em Portugal é muito raro a entrega para a adopção”, frisa.

Isto porque, a maioria “acaba por ficar em casa dos pais e há uma certa aceitação por parte da família, que já viveu situações semelhantes”, considera Sónia Lopes. Menor é o número de jovens que tem necessidade de ser internado numa instituição.

A Segurança Social tem 11 instituições que apoiam exclusivamente mães adolescentes. E actualmente acolhem actualmente 41 jovens. O presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho revela ao DN que “estes números são mais ou menos estáveis” em relação a anos anteriores. As mães e as crianças que se encontram nestas instituições são consideradas de risco. E “a única hipótese disponível passa pelo acolhimento dos dois”, diz Edmundo Martinho.

Os centros de acolhimento permitem que as jovens aqui permaneçam até aos 21 anos, ou seja, “até serem autónomas”, ou até “se alterarem as circunstâncias e a família puder acompanhar a mãe e a criança”, indica o presidente do Instituto da Segurança Social. A única condição é que as jovens continuem a frequentar a escola ou um curso de formação profissional.

O obstetra Miguel Oliveira e Silva acredita que as adolescentes que recebe são, regra geral, boas mães. E considera que aos 13 ou 14 anos as jovens “têm condições para ficar com as crianças”. Ainda que admita que possam não ser “as ideais”.

Já Edmundo Martinho entende que “nos casos em que a mãe adolescente tem uma retaguarda familiar que assegura uma maternidade acompanhada”, há condições para educar o recém-nascido. Também Duarte Vilar, director-executivo da APF considera que “o mais importante é o suporte familiar e emocional da jovem mãe”.

No entanto, os especialistas alertam para o facto de uma gravidez ser muitas vezes o único projecto de vida destas menores. “Para algumas adolescentes a ausência de outros projectos faz da maternidade um projecto facilmente aceitável”, alerta Duarte Vilar. Por isso, Miguel Oliveira e Silva acredita que “a melhor arma para evitar a gravidez na adolescência é ter ambição na vida e ter objectivos”.

Fonte: DN.

As férias estão mesmo a chegar e as dores de cabeça dos pais também. Quem lhes dera ter também dois meses e meio de descanso, como os filhos. Ou talvez não! A verdade é que para a maioria dos pais é impossível gozar as mesmas férias que os miúdos. Por isso, o melhor é procurar alternativas que não seja ficar em casa.

Depois de nove meses de aulas, é tempo de não fazer nada, aconselha a psicóloga educacional Maria Dulce Gonçalves, do centro de psicologia Lispsi, em Lisboa. “O tempo de férias é um tempo para saborear o não fazer nada, é tempo de recarregar baterias e retemperar ânimos para o próximo ano lectivo”, aconselha.

Os mais pequenos devem ter tempo e espaço para brincar, enquanto os mais velhos deverão poder fazer umas sestas, dormir até mais tarde depois de uma noitada. “É bom que as regras mudem radicalmente durante as férias para depois poder voltar à normalidade”, aconselha a especialista. A excepção confirma a regra, diz o ditado e pais e filhos podem cumpri-lo para fazer coisas diferentes e não cumprir horários.

Ainda as aulas não terminaram e já muitas escolas enviaram informação para casa dos pais, com as ofertas para ocupação dos tempos livres, durante o final deste mês e para o próximo. A praia é uma constante dos programas dos colégios e dos estabelecimentos de ensino das instituições particulares de solidariedade social, mas mais raras nas escolas públicas.

Em tempos de crise, o ideal é encontrar programas mais em conta. São muitos os municípios e as juntas de freguesia que oferecem programas. Estes não são gratuitos, mas pagos, por vezes, tendo em conta os rendimentos das famílias. Há autarquias que oferecem trabalho aos miúdos com 16 anos ou mais, por exemplo, para serem monitores dos mais pequenos. Existem ainda programas de voluntariado, para os adolescentes e jovens, óptimas alternativas para crescer em responsabilidade e ter o tempo ocupado.

Para os mais novos, o melhor é procurar outras ocupações onde possam aprender uma nova língua, melhorar os conhecimentos em ciências ou a matemática, descobrir como se cria uma máquina fotográfica, praticar novas modalidades desportivas ou, simplesmente, brincar.

Maria Dulce Gonçalves afirma que “em termos cognitivos, se verificam saltos muito grandes, quando as crianças voltam à escola”. Ou seja, ter experiências diferentes, contactar com outras pessoas, “é positivo”. No entanto, alerta, quando as férias são demasiado longas e sem horário, torna-se mais difícil regressar à normalidade. Por isso, quando as aulas estiverem quase a começar, é bom retomar os horários.

Cultura

O que é a tralha? Um conjunto desordenado de várias coisas mas também o ponto de partida para as oficinas Artes nas Férias no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. São quatro temas – entre Poesia com Tralha ou uma Oficina da Memória – para dez dias de actividades (de 22 a 26 de Junho e de 29 de Junho a 3 de Julho das 10h30 às 13h e das 14h30 às 17h). Para miúdos dos cinco aos sete e dos oito aos 12.

A que sabe o Oriente? A canela, açafrão, caril… No Museu do Oriente, em Lisboa, há oficinas para explorar, através de cheiros, sons, cores e sabores, as colecções do Museu. A aventura, que começa a 6 de Julho e termina a 28 de Agosto, é para miúdos dos seis aos 12.

No Museu Colecção Berardo, em Lisboa, brinca-se ao cinema (cada um pode ser actor, realizador ou maquilhador), habita-se o espaço do Museu e do jardim com a imaginação ou constrói-se um mundo novo (com maquetas, pinturas e esculturas), a partir da exposição do arquitecto Pancho Guedes. Para miúdos dos quatro aos seis e dos sete aos 12 e de 29 de Junho a 11 de Setembro.

Em Guimarães, no Museu de Alberto Sampaio, comemora-se o aniversário de D. Afonso Henriques e imagina-se que o rei regressa à cidade. A festa – com música, dança e teatro de sombras – está marcada para os dias 6 a 10 de Julho, das 10h às 12h e das 14h30 às 16h30 e é para jovens dos 12 aos 16.

Mais informações em www.ccb.pt (213612899), www.museudooriente.pt (213585299), www.museuberardo.com (213612879) e masampaio@ipmuseus.pt (253423910).

Teatro

Três sugestões em Lisboa para jovens artistas. No Teatro Bocage há Férias no Teatro com criação de uma peça e apresentação final a familiares e amigos (de 15 de Julho a 18 de Setembro das 9h às 18h). Na Act – Escola de Actores, realiza-se um workshop de teatro, voz e movimento para miúdos dos 12 aos 15 (de 22 de Junho a 10 de Julho). E a Tcharan! Eventos tem agendados dois ateliers – com jogos de expressão dramática, improvisação e interpretação – para crianças dos sete aos 13 (de 13 a 17 de Julho e de 7 a 11 de Setembro das 9h30 às 18h).

Mais informações em www.teatrobocage.com (912449909), www.act-escoladeactores.com (213010168) e www.tcharan.com (914107158).

Ar livre e desporto

No Oceanário de Lisboa as férias são sempre Debaixo de Água. E este Verão são também parcialmente ao ar livre, com passeios de barco (dos quatro aos seis anos) e canoagem (dos sete aos 12) às terças e quintas-feiras. Às sextas, passeia-se no teleférico e dorme-se com os tubarões e nos restantes dias resolvem-se mistérios na floresta ou cozinha-se no fundo do mar. As brincadeiras decorrem de 29 de Junho a 11 de Setembro das 9h às 18h e têm um preço de 40 euros por dia. No Jardim Botânico da Ajuda, a Pró Ambiente realiza mais um programa para crianças dos quatro aos 12, com jardinagem, oficinas de expressão plástica, jogos tradicionais e teatro. De 29 de Junho a 31 de Julho das 9h às 18h e com um custo de 175 euros para uma semana.

Mais a norte, em Guimarães, a Tempo Livre propõe para todo o Verão umas férias desportivas – para miúdos dos sete aos 14 – com futsal, basquetebol, golfe, natação, actividades equestres, bowling… Mas também com ateliers de pintura e projecção de filmes. Cada semana custa 30 euros.

Em Serralves, no Porto, os miúdos podem descobrir o que se esconde no meio da relva ou no cimo de uma árvore, conhecer os animais da quinta (Como comunicam entre si? Como se deslocam?) ou fazer corridas com barcos à vela. O programa de Verão, constituído por 20 oficinas, decorre no Parque e no Museu – entre 6 de Julho e 4 de Setembro das 9h30 às 12h30 e das 14h às 17h e para crianças dos seis aos 12.

Dois campos de férias em Vale de Lobo, no Algarve – de 3 a 7 e de 17 a 21 de Agosto das 9h às 12h -, é a proposta da Football By Carlos Queiroz. Aberto a “campeões” dos seis aos 16, inclui um torneio no Estádio do Algarve no último dia das actividades. O preço de inscrição – 350 euros – inclui um kit do Manchester United.

Mais informações em www.oceanario.pt (218917002), proambiente@sapo.pt, www.tempolivre.pt (253520300), www.serralves.pt (226156500) e www.footballby.net (ou 214161720).

Dormir fora de casa

Quatro sugestões para miúdos aventureiros e pais “liberais”. No Parque de Natureza de Noudar, na Herdade da Coitadinha, a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva realiza “o melhor campo de férias do ano”, com construção de hortas biológicas, vigilância de incêndios na torre, percursos pedestres e de BTT e esperas ao javali. Decorrre de 5 a 11 de Julho, é para participantes dos dez aos 15 anos e custa 280 euros.

No Parque Biológico de Gaia há quatro Campos de Verão – de 4 de Julho a 22 de Agosto – em regime residencial (275 euros) ou não (140 euros), para miúdos dos seis aos 15. E ainda diversas actividades para quem quer inscrever-se só um dia: à segunda descobre-se o parque, à terça cuida-se dos animais, à quarta fazem-se espetadas de fruta cobertas de chocolate…

Jogos na água, andar a cavalo, ateliers de pintura e dança, teatro e karaoke são algumas das actividades dos acampamentos de Belgais – Centro para o Estudo das Artes, perto de Castelo Branco. Estão marcados para as semanas de 29 de Junho a 3 de Julho e de 20 a 24 de Julho e alternam com oficinas em regime não residencial e que incluem visitas a aldeias histórias ou actividades no parque botânico.

Na Escola Ambiental Herdade das Parchanas, no Torrão, Alcácer do Sal, realizam-se colónias de férias de 21 de Junho a 5 de Setembro para miúdos dos sete aos 17 (250 euros por semana), com actividades ambientais, hípicas e desportivas.

Mais informações em www.parquenoudar.com (285950000), atendimento@parquebiologico.pt (227878137), www.citi.pt/belgais (272467680) e www.parchanasonline.com (213870966).

Aprender

Férias e matemática? Matemática e diversão? Coisas à primeira vista inconciliáveis, juntam-se nos vários Mathnasium – ou ginásios de matemática – espalhados pelo país. O conceito nasceu há 30 anos nos EUA e é agora aplicado em centros existentes na região de Lisboa (15), do Porto (cinco) ou em cidades como Braga, Bragança, Guarda, Portalegre ou Faro. No Mathnasium do Parque das Nações Sul (218966639), em Lisboa, os programas semanais de férias decorrem de 29 de Junho a 31 de Julho das 15h às 19h30 e são para miúdos dos 6 aos 15. No Mathnasium Parque da Cidade (226163934), no Porto, decorrem de 22 de Junho a 31 de Julho das 10h às 13h e das 15h às 19h. Tudo começa com um “plano de treino” definido para cada “aluno” e prossegue com actividades de matemática mas também com brincadeiras como origami, jogos de tabuleiro, experiências científicas ou aulas de capoeira.

E que tal aproveitar o Verão para aprender ou desenvolver uma língua estrangeira? Nos centros Helen Doron Early English, um método de ensino precoce da língua inglesa para bebés e crianças dos 3 meses aos 14 anos, há cursos de Verão quinzenais entre 22 de Junho e 11 de Setembro. São para miúdos dos quatro aos 14 anos e têm lugar nos centros de Lisboa (Lumiar, Parque das Nações e São Domingos de Benfica), Algés, Cascais e Malveira. Há ainda cursos de Verão de inglês no British Council em Lisboa, Miraflores e Parede e de francês na Alliance Française.

Mais informações em www.mathnasium.com.pt, lisbon@helendoron.com (217551870), www.britishcouncil.org/portugal e www.alliancefr.pt.

Ciência

As Férias com Ciência regressam ao Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, em Lisboa, com um campeonato de jogos matemáticos, um atelier de cinema, brincadeiras à volta de uma peça de teatro, de insectos e de bolas de sabão gigantes. As actividades têm lugar de 22 de Junho a 11 de Setembro das 9h às 18h e são para miúdos entre os seis e os 12 anos. Preços a partir de 40 euros por dia.

No Museu da Ciência da Universidade de Coimbra há programas de quatro dias dedicados a quatro temas – Geologia, Biologia, Matemática e Astronomia – e ainda um “mergulho” no mundo de Darwin – os livros que escreveu, o que descobriu, como foi a sua vida… As actividades 4 Dias, 4 Temas, que decorrem entre 23 de Junho e 28 de Agosto, são para crianças dos cinco aos sete (de manhã) e dos oito aos 12 (de tarde) e custam 30 euros. No Mundo de Darwin tem lugar entre 30 de Junho e 4 de Setembro.

Mais informações em www.pavconhecimento.pt (218917100) e www.museudaciencia.pt (239854350).

À borla

E ainda algumas dicas e sugestões sobre actividades gratuitas em tempo de férias – e de crise. O Ciência Viva ainda não divulgou o programa completo para 2009 mas já se conhecem algumas iniciativas: no Pavilhão da Água, no Porto, haverá nos dias 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de Julho saídas de campo para análise da água do lago do Parque da Cidade, seguidas de análises microbiológicas da água recolhida (inscrição pelo telefone 808200205). É bom ficar atento ao site www.cienciaviva.pt a partir do início de Julho.

Em Lisboa, as bibliotecas municipais preparam um programa de Verão que inclui sessões sobre como fazer um blogue (dias 23 e 24 de Julho e 27 e 28 de Agosto na Biblioteca Natália Correia) ou sobre como viajar pela Internet (dias 14 e 16 de Julho e 11 e 13 de Agosto na Biblioteca David Mourão Ferreira). E ainda horas do conto, um ciclo de cinema, ateliers e visitas guiadas. Mais informações no site http://blx.cm-lisboa.pt e inscrições pelo telefone 213567800.

No Padrão dos Descobrimentos, há oficinas musicais – Do Fundo do Baú – sobre gaitas-de-foles. Realizam-se nos dias 29 e 30 de Junho e 1 e 2 de Julho (dos seis aos dez) e também dia 3 de Julho (dos dez aos 14). Inscrições pelo telefone 213031950.

Fonte: Público.

Mais de 200 milhões de crianças continuam a ser forçadas a trabalhar diariamente no Mundo, alertou a Organização Internacional do Trabalho (OIT), salientando que “três em cada quatro desses menores estão expostos às piores formas de exploração laboral – tráfico humano, conflitos armados, escravatura, exploração sexual e trabalhos de risco, entre outros-, actividades que “prejudicam de forma irreversível o seu desenvolvimentos físico, psicológico e emocional”.

Na mensagem divulgada no âmbito do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, que se assinala hoje, a OIT afirmou que este ano as comemorações vão dar ênfase aos desafios no combate ao trabalho infantil, sobretudo aquele tipo de trabalho que envolve raparigas; discutir o impacto que a crise económica mundial pode ter no agravamento deste flagelo e enfatizar o papel fundamental da educação na solução do problema.

A OIT defende que a “abolição efectiva” da exploração laboral das crianças – “são privadas de direitos básicos, como educação, saúde, lazer e liberdades individuais” – é um “mais urgentes desafios do nosso tempo”. Por isso, as comemorações marcam também a adopção da simbólica Convenção n.º 182 da OIT sobre a proibição das piores formas de trabalho infantil.

Fonte: JN.

Pelo menos 41 mulheres foram assassinadas em 2008 em Portugal pelos companheiros, anunciou hoje a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), defendendo que este tipo de crime deve ser analisado separadamente no relatório de Segurança Interna.

De acordo com dados de um relatório da UMAR, elaborado com dados da imprensa e entregue hoje no Ministério da Administração Interna, em 82 por cento de 46 homicídios contabilizados o homicida foi o “outro membro ou ex-membro do casal”, fosse em situação de casamento, união de facto ou namoro.

“Este número assustador e trágico, que peca por defeito”, devia ter sido tratado separadamente no Relatório Anual de Segurança Interna, considera a UMAR, argumentando que incluí-lo no universo de todos os homicídios cometidos “leva à incompreensão deste especialíssimo fenómeno criminal”.

O “homicídio perpetrado contra mulheres por maridos, companheiros e namorados” precisa de ser “invertido drasticamente”, o que passará por individualizar estes crimes nas estatísticas e fazer um “alerta social enviado pelos poderes públicos à sociedade que somos e que deve conhecer-se numa das suas mais profundas patologias”, defende a UMAR.

O relatório de Segurança Interna referente a 2008 contabilizou dez casos de morte por violência doméstica, situações em que as mulheres morreram em consequência das agressões sofridas. Com os dados recolhidos na imprensa do ano passado, a UMAR traça um cenário bem mais grave: 41 mulheres mortas pelos companheiros em situações de violência conjugal, a que acrescem seis familiares – filhos, pais ou outros – também assassinados.

Em 28 dos casos, o assassino foi o companheiro da altura, fosse marido ou namorado, enquanto em 13 dos crimes, o homicida foi o ex-companheiro. Em cinco situações elencadas, o agressor era descendente directo, familiar ou desconhecido. A maioria das vítimas (20) tinha entre 24 e 35 anos. Quanto aos agressores, a maioria tinha entre 36 e 50 anos.

Fonte: Público.

Ser mãe é a possibilidade de experimentar em dobro a mesma vida, é voltar para a infância não sendo mais criança, voltar para a adolescência não sendo mais adolescente. Quem já não teve o sonho de repetir o passado? Mãe aperfeiçoa seu desejo e até melhora a memória que julgava encerrada.

Todos sabem que uma vez o corpo habitado, o ventre povoado, o amor faz cidade. Mas não vou falar do barulho bom da chuva nas calhas. Talvez tenha que cuidar das infiltrações pela casa.

Vou direto ao ponto: maternidade não pode servir como desculpa. Muito menos como perdão para não correr riscos.

Minha mãe argumentava que não casou novamente para cuidar dos filhos. Ela se separou aos 40 anos, na efervescência da idade. Pretendentes batiam à porta com serenatas, flores e bombons, recorrendo a cortejos desesperados. Eu atendia a campainha com pena da performance em vão dos seus apaixonados.

Juro que não merecia receber essa culpa. Ela avisava que os filhos eram ciumentos e não admitiriam um segundo casamento – nunca testou a tese. Cansei de ouvir que não desfrutava de condições de sair à noite para cuidar da prole… já adulta. Transferia a decisão para os nossos ombros.

Não deve ser sadio para um filho carregar o estigma de que demitiu sua mãe do futuro amoroso. De que é o responsável por complicar seus relacionamentos e adiar namoros e viagens.

Estou exagerando?

Tenho uma amiga linda, jovem e profissional reconhecida, que aceita os convites para festas, cafés e jantares com facilidade. Estranho sua rapidez afirmativa. Quem diz sim no aceno dirá não com um longo aperto de mão.

No momento que é convidada, responde com entusiasmo de acampamento de escola. Solta um viva, um urra, um não acredito impregnado de presságios. Parece que estava esperando ansiosamente o chamado.

Pena que desmarca na última hora com um telefonema sussurado, constrangido e pesado de juras por uma próxima chance. Entendo o que passa em seu assoalho, aceita de pronto e demora semanas sondando uma maneira de cancelar o encontro e não ferir expectativas. Sempre vai ferir seu orgulho.

A desculpa dela é igual há 14 anos, desde que seu filho nasceu: Theo tem alguma coisa que a impede de se divertir, ou uma doença, ou não há com quem ficar ou tem aniversário ou está mal na escola. Foram centenas de motivos, dos tradicionais aos mais irreverentes. Acredito que ela perde mais tempo elaborando justificativas do que se comparecesse aos compromissos.

Theo pouco prevê que paga a conta pelos cancelamentos sucessivos de sua mãe. Muitos imaginados e inventados, longe da realidade. Ela o cria com perfeição, o problema é que se esconde na maternidade para não criar a si mesma.

Maternidade não é renúncia, é aceitação de que o filho não é tudo, não é um fim, é o nosso recomeço.

Fonte: Fabrício Carpinejar, Crescer, via Pavablog.


Em Portugal, cerca de 300 crianças morrem por ano vítimas de acidentes ou de violência. A taxa de mortalidade é de 13,70 por 100 mil habitantes, um valor bem distante dos 5,83 da Holanda, o país melhor classificado na tabela da European Child Safety Alliance que avalia 24 países europeus.

“Se Portugal tivesse a mesma taxa que a Holanda poderíamos poupar 129 mortes. Esse é um objectivo que está ao nosso alcance”, acredita Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).

Os dados referem-se ao triénio de 2003/2005, sendo que só em 2005 morreram 279 crianças, entre os zero e os 19 anos. Os números colocam Portugal no fim da tabela — é o quarto pior, a seguir à Estónia, Lituânia e Letónia, com taxas de mortalidade por traumatismos superiores a 20 em 100 mil habitantes.

O relatório é hoje apresentado em Lisboa, numa sessão onde o Ministério da Saúde, o Alto Comissariado da Saúde, a Direcção-Geral da Saúde e a APSI vão apresentar o Programa Nacional de Prevenção dos Acidentes.

“Portugal está no grupo dos países com piores classificações, mas houve um progresso muito evidente na redução da mortalidade”, interpreta Sandra Nascimento. Em 2001, a taxa era de 31,63 e caiu para menos de metade (13,70). Mais: verificou-se uma redução de 49 mil para 29 mil anos de vida perdidos, ou seja, de anos de vida que cada criança morta não viveu, tendo em conta a esperança média de vida prevista.

Na tabela que avalia as condições de segurança dos países, ordenados por quantidade de estrelas, a média europeia é de 35,5 estrelas. A Islândia está no topo do “ranking” com 48,5 estrelas e Portugal em penúltimo com 27,5 estrelas. Em último surge a Grécia. Também aqui a avaliação subiu: no relatório anterior, Portugal contava 20 estrelas.

Várias recomendações

O relatório europeu aponta também uma série de recomendações. É necessária mais prevenção para evitar afogamentos, quedas e atropelamentos. Falta enquadramento legal mais exigente na construção das piscinas; mas também na edificação, para que janelas, varandas e escadas tenham protecções que evitem quedas.

Quanto aos atropelamentos, a APSI defende que se reduza a velocidade de 50 para 30 quilómetros por hora em zonas residenciais, de escolas e de lazer. Noutras áreas, como o transporte de crianças e intoxicações, Portugal está a fazer um bom trabalho, reconhece a agência europeia.

Os acidentes continuam a ser a maior causa de mortalidade infantil no país, sublinha Sandra Nascimento, que espera que, através do Plano Nacional de Prevenção de Acidentes, que é hoje conhecido, estes possam ser cada vez mais evitados.

Fonte: Público.

Há cerca de 290 mil casais afectados pela infertilidade, segundo um estudo recente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução. Já a capacidade de resposta das unidades de saúde públicas é pouca e os medicamentos e tratamentos, muito caros.

Nos serviços públicos estão 2800 casais em lista de espera. Todos os outros “recorrem ao privado, desistem ou esperam que a natureza lhes conceba um milagre”, explicou à Lusa Cláudia Vieira, presidente da Associação Portuguesa de Fertilidade.

Enquanto o milagre da natureza ou da ciência não se concretiza, milhares de portuguesas “vivem com algum sofrimento o Dia da Mãe”, lembra Cláudia Vieira.

“Esse era o dia que mais me entristecia. O facto de não conseguir ter filhos deixava-me muito em baixo. Sentia-me à parte de um mundo ao qual queria pertencer: o mundo com crianças”. O desabafo é de Maria Teresa, que, depois de dez anos há espera de um tratamento de fertilidade no sector público, conseguiu finalmente ver realizado o seu sonho, quando nasceu o Tomás.

Para Maria Teresa, ser mãe fazia parte das suas prioridades: “Era algo pelo qual sempre esperei. Casei cedo, aos 22 anos, e no início não fazia nada para ter filhos, porque queria que fosse uma surpresa”. Mas, passados dois anos, começou a estranhar que nada acontecesse e decidiu fazer os testes, que vieram confirmar as suas suspeitas: os médicos diagnosticaram infertilidade masculina ao casal.

Andaram em consultas no Hospital Santa Maria e na Maternidade Alfredo da Costa, Lisboa, mas foi no privado que o sonho do casal se tornou realidade, depois de dezenas de viagens até ao Porto e de mais de dez mil euros gastos em tratamentos e medicamentos.

Hoje, Maria Teresa não tem dúvidas de que foi o dinheiro mais bem gasto da sua vida. No domingo, vai “comemorar em grande” a efeméride.

Para assinalar o dia, a Associação Portuguesa de Fertilidade lançou a campanha Querosermãe.com, uma sondagem online, onde se perguntam às futuras mães: “O que dirá ao seu filho quando o vir pela primeira vez?”

Fonte: Público.

A percentagem de alunos sinalizados com características de sobredotação na Madeira situa-se dentro da média nacional: ou seja entre dois a cinco por cento da população. Desde 1995 que a Região trabalha com crianças/jovens com características de sobredotação ou potencialmente sobredotados, inicialmente através do Programa Regional de Apoio à Sobredotação e, actualmente, através da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação (DIEERS). Daí ter vindo a desenvolver estudos sobre esta temática e criado programas de enriquecimento curricular para responder às necessidades desta população.

A coordenadora da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação, Conceição Ramos, fala da necessidade de sensibilizar/informar toda a comunidade educativa sobre este tema, no sentido de uma melhor sinalização/identificação dos alunos junto das escolas.

Depois deste primeiro passo, “iremos intervir, ajustando programas às necessidades específicas de cada um, de modo a promover respostas diferenciadas e enriquecedoras nas áreas do talento. Isto porque, conforme defende aquela responsável, “só uma identificação e intervenção adequadas ajudarão o aluno a uma maior potenciação e manifestação das suas capacidades, assim como o reconhecimento e a valorização das mesmas”.
Segundo Conceição Ramos, “para sinalizar uma criança/jovem com características de sobredotação, é necessária a intervenção de uma equipa multidisciplinar composta por docentes, psicólogos e outros técnicos, até porque “o conceito de sobredotação é multifacetado e tem de ser visto como um processo”.

A avaliação destes alunos, segundo a coordenadora da DIEERS, deverá contemplar várias áreas e dimensões do seu comportamento e atender aos diferentes contextos onde o aluno se encontra. “As crianças sobredotadas são diferentes e há vários níveis e graus de sobredotação”, afirma Conceição Ramos, a qual sublinha que estudos actuais apontam para a importância de uma orientação ao aluno sobredotado e à sua família de um sistema educacional que reconheça e atenda às necessidades desse aluno nas áreas não só cognitiva e intelectual, mas também social e emocional.
Refira-se que a DIEERS tem parcerias externas com as Universidades do Minho, da Madeira, com as direcções regionais da Juventude, da Educação e com estabelecimentos de ensino, museus e até com as próprias famílias.

Sobredotado “não é alguém que sabe tudo”

A Coordenadora da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação diz que o aluno sobredotado não é alguém que sabe tudo, que é auto-suficiente e que não precisa de ajuda. “Não é correcto pensar-se que, face às suas altas habilidades e talentos, este terá que ser excelente em todos os domínios da sua pessoa, comportamento cognitivo e de aprendizagem. Muitas vezes, estes alunos possuem dificuldades, pese embora a relevância das suas qualidades particulares”, defende Conceição Ramos. A psicóloga adianta que estes alunos funcionam dentro de um esquema cognitivo diferente do habitual, marcado pelo pensamento divergente e tratamento não sequencial da informação, mais facilmente “chocam” com o ensino dito tradicional.

Assim, conforme adianta, “a sua inclusão na sala de aula requer, por parte dos professores, estratégias pedagógicas adequadas às suas necessidades” diz Conceição Ramos. Ainda segundo a Coordenadora da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação, diversos estudos têm demonstrado que existem alunos com altas habilidades que passam despercebidas aos professores. Estes alunos, às vezes, são rotulados de “problemáticos”, com dificuldades relacionadas com o seu comportamento nas aulas (atenção, interesses, tarefas escolares, desempenho social).

Segundo e terceiro ciclos são uma realidade a atender

A “DIEERS faz estudos longitudinais em algumas escolas, os quais visam uma maior sensibilização sobre a temática e uma melhoria nos mecanismos de actuação com estes alunos . “É nossa objectivo dar continuidade à intervenção nos 2.º e 3.º ciclos, secundário e sempre que os alunos, os pais e os professores nos solicitem”, diz-nos Conceição Ramos. “De acordo com as nossas atribuições, colaboramos na avaliação de todos os projectos nesta área, na identificação e acompanhamento”, refere ainda aquela responsável. Considerando que muitos pais têm ideias erradas quanto à sobredotação, Conceição Ramos diz que há quem considere que estas crianças são alvo de discriminação. “Na minha opinião, essa discriminação é feita pelos próprios adultos”, refere a coordenadora da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação.

No entender de Conceição Ramos, tanto adultos, como crianças devem estar preparados para a diferença. “”Todos somos diferentes e em relação a isso, temos de tratar com as coisas de uma forma normal e estar habituados a lidar com a própria diferença. Uns são bons numas coisas e outros são bons noutras”, considera a coordenadora da Divisão de Investigação em Educação Especial, Reabilitação e Sobredotação.

Fonte: Jornal da Madeira, via Portal da Criança.

Cerca de 15 mil assinaturas a pedir alterações legislativas que responsabilizem os pais pela vida escolar dos filhos são hoje entregues na Assembleia da República, disse à Lusa o autor da petição.

“Muito perto de 15 mil assinaturas vão ser hoje entregues ao chefe de gabinete do presidente da Assembleia da República para que lhes seja dada a importância que devem ter”, referiu Luís Braga, o autor da petição “Pela responsabilização efectiva das famílias nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar”.

Em duas semanas, o presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, em Viana do Castelo, obteve um apoio “que superou todas as expectativas”.

“Para além da questão numérica, a visibilidade e a adesão pública obtida pelas ideias veiculadas na petição justifica que o Parlamento possa considerar as propostas apresentadas e debatê-las, abrindo caminho à mudança legislativa solicitada”, explica a carta que acompanha a petição.

Para além do Presidente da Assembleia da República, também o presidente da Comissão de Educação e todos os grupos parlamentares vão receber o documento com o pedido para que seja debatido em plenário.

“A legislação tem de criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono, modificando a lei que consagra o Estatuto do aluno e outras leis conexas”, escreveu Luís Braga na petição.

Medidas sancionatórias às famílias negligentes

Na prática, o que a pedição defende é que os encarregados de educação sejam responsabilizados pela “educação ou não educação dos alunos”, devolvendo aos pais a responsabilidade pela escolarização dos filhos.

Com o CD contendo a identificação dos signatários da petição vão ser entregues cerca de três mil “comentários” deixados pelos signatários da petição e que Luís Braga considera “pertinentes”.

“A petição necessitava de quatro mil assinaturas para ser discutida da Assembleia da Republica, mas já tem o triplo das assinaturas”, referiu o docente.

Solicitando alterações legais, o texto da petição defende que os “mecanismos criados devem traduzir-se em medidas sancionatórias às famílias negligentes, como multas, retirada de prestações sociais e, no limite, efeitos sobre o exercício das responsabilidades parentais, como é próprio de uma situação que afecta direitos fundamentais de pessoas dependentes”.

“Actualmente, a única coisa que um professor pode fazer se um aluno faltar sucessivamente, é fazer um teste de recuperação para avaliar as dificuldades da criança e isto não é nada”, finalizou Luís Braga.

Fonte: Público.

As crianças e as mulheres são mais vulneráveis em situações de emergência que provoquem carências de alimentos e obstáculos no acesso aos cuidados médicos, alerta a Unicef, apelando a que se dê prioridade à saúde materno-infantil.

A directora-executiva do fundo das Nações Unidas para as crianças, Ann M. Veneman, sublinhou que “o impacto dos desastres causados pelo homem e pela natureza recai desproporcionadamente sobre as mulheres e as crianças”.

“A saúde das mulheres e das crianças deve ser considerada uma prioridade e as suas necessidades devem ser identificadas em todas as respostas de emergência”, sustenta, em comunicado, garantindo que a Unicef tudo fará para assegurar que hospitais e outras unidades de saúde possam prestar auxílio a mulheres e crianças.

A directora-executiva da UNICEF assinala ainda que, “quando os sistemas de cuidados de saúde são afectados pelos desastres, as crianças correm um risco maior de contraírem doenças”, como sarampo, malária ou infecções respiratórias agudas, que podem ser fatais.

Fonte: Público.

Oitenta por cento das crianças que recorrem à urgência pediátrica do Hospital de Leiria estão em situação de “falsa urgência” e não deviam ser ali atendidas, mas recorrer a outras alternativas, disse à Lusa o director daquele serviço.

Segundo Bilhota Xavier, o recurso à urgência pediátrica tem aumentado todos os anos, não tendo sido possível estabilizar o número de crianças atendidas naquele serviço, por onde passaram em 2008 cerca de 48 mil utentes.

“Estamos preocupados com a excessiva procura. A Pediatria não é um supermercado. Trabalhamos com pessoas e qualquer erro pode ser irreversível”, afirmou Bilhota Xavier, sublinhando ser importante para os médicos disporem de “disponibilidade mental e física para os casos gravíssimos”, o que não é possível “quando se atendem 270 crianças em 24 horas”.

Para o director da Pediatria do Hospital de Santo André, a Linha Saúde 24, utilizada por muitos pais, “não tem evitado a ida das crianças às urgências”.

Em muitas situações “não se justificava, mas os profissionais também ficam na dúvida e acabam por encaminhar a criança para a urgência pediátrica”, admitiu.

Segundo Bilhota Xavier, devia ser “obrigatório as pessoas procurarem primeiro outras alternativas, como noutros países”, sob pena de a inscrição na urgência não ser admitida.

No entanto, reconheceu que, para isso, é necessário dar alternativas às pessoas.

Para Bilhota Xavier, o hospital é a solução, porque não há alternativas.

“As pessoas saem dos empregos ao final do dia e as consultas abertas fecham às 20:00. A partir dessa hora, em alguns concelhos não há alternativos dentro do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, disse.

A solução, referiu, passa pelas Unidades de Saúde Familiares (USF) e pelos cuidados primários, que “têm de ser a porta de acesso ao SNS e têm de responder às necessidades das pessoas”.

As USF devem organizar-se em pequenos grupos e, médicos e enfermeiros, “têm de responder 24 horas às necessidades dos seus utentes”, defendeu.

“Se assim o fizerem, é uma alternativa ao SAP [Serviço de Atendimento Permanente]. Agora, transformar o nome SAP em consulta aberta a funcionar da mesma maneira, com a desvantagem das pessoas pensarem que deixaram de ter alternativas, também foi um contributo para que as pessoas venham cada vez mais ao hospital”, salientou.

Bilhota Xavier revelou também que a Pediatra alargou a idade de atendimento até aos 17 anos, inclusive.

“Mas não tem sido isso que tem contribuído para aumentar a afluência às urgências”, acrescentou.

Fonte: Destak.

Mauro Paulino, Psicólogo e membro da Comissão Permanente do Projecto SER Família, lança o seu primeiro livro, que versa a temática do abuso sexual de crianças, através da Prime Books.

A crise económico-financeira está a arrastar cada vez mais famílias para situações de sobreendividamento: só em Janeiro e Fevereiro deste ano o número de agregados familiares com a chamada ‘corda na garganta’ ascendeu a um total de 2436 casos, um aumento de 107 por cento face aos 1176 casos registados em igual período de 2008.

Fonte: CM.

Um estudo inédito sobre casos de crianças abusadas sexualmente no seio familiar concluiu que em 45% das situações são os pais biológicos os violadores. Em apenas um ano, o Instituto de Medicina Legal realizou perícias a 720 crianças com menos de 14 anos
“Ouço os passos dele no corredor. A madeira do soalho range sempre, como rangem as solas dos seus sapatos. Fechei a porta mas sei que não vai adiantar nada. Ele consegue sempre o que quer. Já ouço, a maçaneta à roda devagarinho e sinto a respiração pesada, o hálito a cerveja, o suor que lhe escorre do corpo. Encolho-me, mas sei que não servirá de nada. Ele consegue sempre o que quer. E quer-me a mim.” O relato, de uma vítima de abusos sexuais, é descrito pelo pediatra Mário Cordeiro no seu livro Venham Conhecer o Lobo Mau.

Ilustra uma realidade cruel, uma realidade, como sublinha Teresa Magalhães, directora da delegação norte do Instituto de Medicina Legal (IML), “complicada de ser assumida pela vítima, que é maltratada por alguém que a devia amar”.

Segundo os dados disponíveis do IML, relativos ao ano de 2007, mais de metade dos 1108 exames por violações realizados tiveram como vítimas menores de 14 anos. Dividindo os 720 casos pelo número de dias úteis em que os serviços estão a funcionar, dá uma média de quase três por dia. De acordo com um porta-voz oficial desta entidade, os números de 2008 ainda não estão consolidados “mas não deve haver uma grande alteração em relação a 2007″.

Teresa Magalhães estudou e comparou os casos de abuso sexual, intrafamiliar e extrafamiliar, de crianças. O trabalho compreende um período de dez anos, entre 1997 e 2007. Foi feito o perfil da vítima e do agressor.

De acordo com esta investigação, há menos violência física, que nos casos que acontecem fora da família, mas a violência psicológica é muito maior. “Há crianças que chegam aos nossos serviços e, antes de começarem a falar, perguntam: ‘vão prender o meu pai?’ Têm medo de represálias”, conta Teresa Magalhães.

Recuperar de um trauma desta dimensão é quase impossível, como confirma Cristina Soeiro, psicóloga da Polícia Judiciária, especialista neste tipo de crime. “O risco é tanto maior quanto maior é a diferença de idade entre a vítima e o agressor, quanto mais cedo começar o abuso e quanto mais tempo durar”. Determinante para a recuperação é, sublinha esta perita, “um bom suporte social, principalmente da mãe”.

Fonte: DN.

Licença parental

Alargada para seis meses. Ler aqui.

Governo apresenta hoje proposta de lei na AR que alarga o estatuto de vítima. O documento prevê que as casas de abrigo passem a acolher casais homossexuais e que os lares e comissões dêem prioridade a casos de idosos, crianças e jovens. Já os números de denúncias não param de subir
O ano passado, 6980 pessoas queixaram-se de violência doméstica à Associação de Apoio à Vítima (APAV), o que representa um aumento 17,4% em relação a 2007 (5944). Também nas denúncias junto da GNR há um subida significativa, de 15%. ´O mesmo se prevê na PSP, tudo indicando que no último ano se tenha registado a maior evolução de sempre ao nível dos casos denunciados. Um balanço a propósito da apresentação, hoje, no Parlamento, da proposta de lei sobre violência doméstica. Uma das principais alterações é que as soluções para acolhimento vão ser alargadas aos idosos, aos menores e aos homossexuais.

Os dados da APAV a que o DN teve acesso indicam que houve dez mil processos em 2008, mais 12% do que em 2007 (8373), o que representa a maior subida desde que a associação tem registos.

Mas o aumento é mais significativo no que diz respeito às vítimas de violência doméstica (6980), 88,9% das pessoas que pediram apoio, e mais 17,4% relativamente aos que sofreram agressões física, psicológica e sexual, em 2007 (5944).

Nem todos os que procuram ajuda junto da APAV apresentaram uma denúncia à policia, mas também nestas estruturas se aponta uma subida elevada. A GNR tem mais 1332 ocorrências do que 2007, ultrapassando pela primeira vez os dez mil processos. A PSP ainda não tem o registo total dos processos em 2008, mas os dados disponíveis, até 31 de Outubro indicavam 14823 situações, mais 13,6% do que o total de 2007. E, se analisarmos apenas as denúncias junto destas duas policiais nos primeiros dez meses de 2008, a subida é de 33,1%.

Resta saber se ao aumento de casos denunciados corresponde um aumento real de situações. O que as organizações não governamentais e o Governo sabem é que o fenómeno é transversal a todas as classes sociais e a todos os grupos: mulheres, homens, idosos, menores e homossexuais. Os idosos e menores representam mais de 16% das vítimas junto da APAV.

Nesse sentido, o Executivo apresenta hoje aos deputados uma proposta de lei que alarga o estatuto da vítima de violência doméstica. As comissões de protecção de crianças em risco serão chamadas a apoiar mais os menores. E os lares devem dar prioridade aos idosos que sofram agressões na família.

Outra das questões abordadas durante o debate público da proposta de lei foi o alargamento aos casais homossexuais, tendo essa preocupação sido enquadrada no documento final. “As casas de abrigo, quando tal for admitido no seu regulamento interno, podem acolher outras vítimas de violência de género, quer em resultado da prática do crime de tráfico de pessoas, quer por efeito de outras formas de discriminação em função da orientação sexual”, salienta o ponto 3 do artigo 62.

Também o Bloco de Esquerda apresenta um projecto de lei que visa a alteração do Código Penal. Defendem que o conceito de “crime continuado” deixe de aplicar-se aos crimes cometidos contra as pessoas, entre os quais os de violência doméstica, e passe a abranger apenas as questões patrimoniais. Isto, por considerar que é a causa da aplicação de penas “mais benévolas” aos agressores. Mas, segundo o DN apurou, a proposta não terá o apoio do PS.

Fonte: DN.

Razão: estão a sair menos à noite. Ler aqui.

Sogros…

A qualificação escolar dos pais pesa mais no sucesso escolar dos filhos do que a origem social ou os rendimentos da família. A conclusão está num estudo do Ministério da Educação realizado junto de estudantes do 10º ano. O que se demonstra é que filhos de bons alunos têm em geral melhores notas. Entre os jovens com sucesso na escola dois terços são filhos de pais com profissões muito qualificadas. A percentagem desce para um pouco mais de um terço entre os filhos de operários. Também pertence a famílias com menor escolaridade a maioria dos alunos dos cursos profissionais que, em geral, não opta pelas áreas científicas ou de letras. A análise «Estudantes à Entrada do Ensino Secundário», realizada pelo Ministério da Educação, demonstra que 62 por cento dos alunos nunca chumbaram e mais de metade, 57 por cento, acabaram o nono ano sem qualquer negativa. Outra conclusão indica que dois terços dos alunos que no ano passado chegaram ao secundário já ultrapassaram ou estão quase a ultrapassar as habilitações literárias dos pais. Um sinal claro de melhoria na qualificação dos portugueses. No inicio deste século só 15 por cento da população tinha concluído o secundário. Este estudo confirma também que as raparigas têm em média melhores notas do que os rapazes e que a escolha da escola é determinada sobretudo pela proximidade da residência, embora a escolha dos amigos tenha também algum peso. O estudo do Ministério da Educação baseou-se em inquéritos a mais de 46 mil alunos que chegaram ao ensino secundário no último ano lectivo, sendo que 95 por cento dos estudantes inquiridos são de nacionalidade portuguesa.

Fonte: TSF.

Selo de garantia

Já sabem qual é a nova moda entre as mulheres espanholas? Uma romaria de madrilenas corre aos consultórios especializados para recuperar a virgindade perdida. É a chamada himenoplastia. Pá-pum. Uma cirurgia rapidíssima e lá está a Iracema, com os seus lábios de mel, como veio ao mundo, virgem, virgem. Só dói no bolso: custa uma bagatela de 2 mil euros.

A loucura é tanta que as prostitutas já viram na técnica uma mina. Deu no “El País”: “M., prostituta de 25 anos, passou oito vezes pelo consultório para comprar sua inocência fictícia. Oito homens pagaram 6 mil euros cada um para ser o primeiro. Ela ganhou 48 mil. A cirurgiã que a operou conta que existem ofertas de virgens, leilões realizados em despedidas de solteiro nas quais o melhor licitante desflora a garota”.

Mas esse é um caso raro, relata a reportagem. O mais comum são muçulmanas e ciganas, entre 20 e 25 anos, prestes a casar, com medo que os maridos as abandonem ou castiguem por causa do seu passado.

Fonte: Xico Sá, via Pavablog.

Um rapaz de 12 anos foi condenado por homicídio premeditado nos Estados Unidos por matar a própria mãe após uma discussão sobre tarefas domésticas

Um juiz no Estado do Arizona considerou que a criança agiu intencionalmente ao disparas oito vezes contra a mãe, Sara Madrid, no ano passado.

O jovem, da cidade de Douglas no Condado de Cochise, não foi identificado à imprensa e deve receber a sentença no fim do mês.

Pela lei do Arizona, o jovem poderá ficar preso apenas até completar 18 anos.

Segundo o Ministério Público, o jovem discutiu com a mãe, que estava a pedir-lhe que fizesse algumas tarefas domésticas. O filho usou uma arma que era guardada em casa para matar a mãe.

O namorado dela, Alfonso Muñoz, testemunhou o homicídio e recebeu a arma do jovem quando este a entregou após ter cometido o crime.

Muñoz disse que tinha ensinado o rapaz a usar a arma em caso de emergência e para se defender.

O advogado do jovem argumentou que este não tinha intenção de matar a mãe e que estava a querer vingar-se dela por abusos sofridos.

O MP tentou que o jovem fosse julgado enquanto adulto, mas o juiz manteve o caso no tribunal de menores, após o jovem ter sido visto por psicólogos e psiquiatras.

Fonte: SOL com agências.

Com os desejos de um bom 2009. Ler aqui.

Não se trata de uma pergunta filosófica. É uma interrogação directa, à qual, pela primeira vez, se respondeu com números e factos.
O primeiro relatório europeu de saúde perinatal foi divulgado este mês e revela quem são as grávidas e as mães, como é o parto, como e se sobrevivem os bebés. É a realidade dos nascimentos em números nus e crus com um objectivo: “Melhores estatísticas para melhor saúde das mulheres grávidas e dos seus bebés”

Não é um retrato – como é hábito dizer nestas alturas em que falamos de relatórios abrangentes. Se for algo do género, será mais um álbum de fotografias de 25 países da UE e da Noruega sobre a saúde perinatal. Porque são muitos os retratos naquele que é anunciado como o mais completo documento sobre o período anterior e posterior ao parto. Mais do que a comparação de indicadores como a mortalidade infantil, a apresentação da mãe europeia ou a apresentação do ranking da Europa, desta vez, há dados comparáveis sobre “detalhes”: o baixo peso dos bebés, as mães que fumam, as cesarianas, as malformações congénitas e até a taxa de episiotomia, lacerações do períneo entre outros factores que podem influenciar o sucesso de uma gravidez, parto e nascimento.

Os resultados variam nos diferentes países, ou seja, “nenhum país está no topo de todos os indicadores”, refere o documento. Na mortalidade neonatal (mortes ocorridas entre o primeiro e os 27 dias de um bebé nascido com vida), a taxa varia entre os dois em cada mil nascimentos (no Chipre, Suécia e Noruega) e os 4,6, na Lituânia, e os 5,7, na Letónia. O documento mostra ainda que, apesar da capacidade de sobrevivência dos bebés a malformações congénitas no primeiro ano de vida, estes casos são ainda o principal contributo para as taxas de morte fetal e neonatal. Assim, a mortalidade perinatal associada a estes problemas varia entre os 0,2 e os 2,6 por cada mil nascimentos e a interrupção de gravidez por anomalias fetais varia entre os 0 e os 10,7 por cento em mil nascimentos. Nos bebés nascidos com menos de 2,5 quilos, o grupo de peritos encontrou um padrão geográfico: ou seja, há menos nos países nórdicos – Estónia, Finlândia e Suécia apresentam taxas de 4,2 a 4,3 por cento e este números duplicam na Grécia (8,5 por cento), na Hungria (8,3 por cento) e em Espanha (7,4 por cento). Quanto à percentagem dos bebés nascidos antes das 37 semanas de gestação, as taxas variam entre os 11,4 por cento na Áustria e os 5,5 na Irlanda. A mortalidade materna é um dos casos onde as variações são muito grandes e no capítulo da paralisia cerebral revela-se que há uma criança afectada em cada 500.

Depois há o lado da Obstetrícia e da prática clínica. Portugal tem destaque pelo elevado número de cesarianas: 33 por cento. Só a Itália tem mais partos por cesariana (38 por cento) e naquele que ainda é encarado com um indicador de má prática clínica o país melhor posicionado é a Holanda (14 por cento). No parto instrumental (que implica recurso a fórceps ou ventosa), Portugal volta a estar no topo da lista, com 12 por cento, apresentando um valor quatro vezes mais alto do que o que se regista na Irlanda e na Eslovénia. A indução do parto atinge 9 por cento na Lituânia e na Estónia, mas ultrapassa os 30 por cento em Malta. Mais pormenor? Nos partos vaginais, a episiotomia [corte na região do períneo (entre a vagina e o ânus) para ampliar o canal de parto e evitar um rasgo] acontece em menos de 10 por cento dos partos na Dinamarca, mas chega aos 82 por cento em Valência (Espanha).
Para alguns, estas questões já serão informação a mais. Para os especialistas, nunca. “Precisamos de informação mais fina do que um indicador de mortalidade infantil para conseguir medir os ganhos na saúde perinatal”, diz Henrique Barros, coordenador em Portugal do projecto europeu Euro-Peristat, que produziu este relatório. Os tais dados finos agora apresentados neste relatório são de 2004, mas, segundo o epidemiologista, “isso é completamente irrelevante”, Aliás, “esta informação é o melhor que podemos ter”, diz o especialista, que adianta que o trabalho de tratamento destes números levou dois anos a fazer (entre 2005 e 2007). “O trabalho está feito. Agora queremos que tudo isto se transforme numa rotina. Criar uma plataforma de dados que seja renovada regularmente, como o Eurostat”, anuncia Henrique Barros. O próprio documento avisa que este trabalho, para fazer sentido, tem de ser continuado ano após ano.

Cada país, o seu retrato

Em alguns dos gráficos apresentados no documento sobre os principais indicadores, nota-se a ausência de Portugal. Não foi efectuado registo dos dados, a informação que existe baseia-se em amostras e não estatísticas de rotina ou, simplesmente, não foi devidamente cruzada a informação. “Mais importante do que os dados que não temos é não estarmos a fazer o cruzamento que devíamos e podíamos dos dados que temos, refere Henrique Barros. Exemplo? “Não temos mortes por peso ao nascimento. Temos o peso ao nascimento e temos mortes, mas não temos estes dois dados relacionados. Numa certidão de nascimento, temos o peso ao nascimento e, na certidão de óbito, não temos esse dado referido. Não fazemos a ligação da informação. Acredito que existam aqui muitas mortes relacionadas com o baixo peso e que, por isso, podiam ser evitáveis.” Eis os tais ganhos de saúde que se pretendem e eis o que se entende por “melhores estatísticas para melhor saúde”. De resto, o país continua bem colocado na taxa de mortalidade infantil, onde conseguimos uma descida bem notória nos últimos anos. “Mas podemos fazer ainda melhor. É um indicador excelente, mas não podemos ficar a dormir em cima disso.”

Henrique Barros recupera o título do relatório e deixa ainda um voto de confiança na “sensibilidade” da ministra da Saúde, Ana Jorge: “Espero sinceramente que estas estatísticas se traduzam em melhor saúde perinatal”. Na Europa, há mais governos chamados a intervir. Os holandeses foram surpreendidos com uma série de maus indicadores e a imprensa fez eco da indignação sobre a elevada taxa de mortalidade entre recém-nascidos que, alegam alguns especialistas, poderá estar relacionada com a moda dos partos no domicílio. O relatório já motivou mesmo um pedido de esclarecimento do parlamento ao ministro da Saúde holandês. Enquanto isso, em Itália, ouvem-se as possíveis explicações para os 38 por cento de cesarianas e que, entre outros, assentam por exemplo nas assimetrias regionais.
Em Espanha, as notícias falam da baixa mortalidade perinatal, mas também no facto de se encontrar no grupo de países com maior percentagem de bebés com baixo peso e prematuros. Além disso, destaca-se o facto de as espanholas serem as mulheres europeias que decidem mais tarde ser mães. Finalmente, em Malta, o destaque foi para os poucos nascimentos e a elevada taxa de gravidezes entre adolescentes (5,8 por cento). Cada país comenta a sua fotografia neste álbum de família da Europa. Por cá, já se fez notícia com a alta taxa de cesariana.

É impossível traçar um retrato da mãe europeia. Elas (as mães) são muitas, diferentes e estão por todo o lado. Mas há traços marcantes. Nas mães, nos bebés, nos partos, na gravidez. Alguns com explicação óbvia – como, por exemplo, o baixo número de IVG na católica Polónia – outros nem tanto. Todos a precisar que este trabalho de recolha de dados continue para que se possa tirar conclusões.

Mães

A percentagem de mães adolescentes (menos de 20 anos) varia entre os 1,3, na Dinamarca, e os 9,3, na Letónia. Portugal fica num grupo de países intermédio, com uma taxa entre os 3 e os 5 por cento.

No mapa da maternidade tardia (depois dos 35 anos), as taxas vão desde os 7,5 da Eslováquia até aos 24,3 da Irlanda. Portugal está no grupo de países que apresentam uma taxa entre 13,5 e 19,3 por cento.

Os dados sobre o tabaco variam no tipo de recolha, que vai desde estudos ao longo de toda a gravidez a estudos por trimestres de gestação. Porém, de uma forma geral, os resultados variam entre os 5 a 7 por cento de mães fumadoras na Lituânia, República Checa, Suécia e Malta e os 21 por cento em França, passando pelos 16 por cento da Dinamarca. Com base num estudo por amostra, que não é considerado estatística de rotina, Portugal tem uma percentagem de 14,7 por cento de mães fumadoras no terceiro trimestre.

Há uma grande variação entre as mães com o secundário (dos 13 por cento aos 45 por cento) e no capítulo do ensino básico do primeiro ciclo (dos 4 aos 29 por cento). Em Portugal, 32 por cento das mães têm a educação primária ou nenhuma, 44,7 por cento o secundário e 23,3 fizeram mais do que o secundário.

A mortalidade materna varia entre os zero na Eslovénia (em 2004, e com quatro mortes registadas em 2003) e em Malta e os 55 em França e no Reino Unido (em 2003). O relatório menciona a dificuldade de tratamento destes dados, recolhidos de diferentes formas nos vários países. Numa tabela geral que apresenta o rácio da mortalidade materna por 100 mil nascimentos, a Estónia surge em primeiro lugar, com 29,6. Portugal regista uma taxa de 7,7. Por idades, a mortalidade materna está nos 4,1 entre as mães com menos de 25 anos, 5,7 naquelas que têm entre 25 e 34 anos e 12,8 nas mulheres com mais de 35 anos.

Nas causas de morte, a categoria “desconhecidas” abrange 13,4 por cento dos casos na Europa. No entanto, concluem os especialistas, as hemorragias pós-parto (13,1 por cento) continuam a aparecer no topo da lista, ainda que a proporção varie entre os 5,6 no Reino Unido e os 50 por cento na Eslovénia. Portugal não fornece dados sobre esta matéria.

Parto

Itália tem a mais alta taxa de cesariana (38 por cento), seguida de Portugal com 33,1. Nos outros países, os valores andam abaixo dos 30 por cento. No gráfico onde se apresenta a taxa de cesariana electiva (programada) e de emergência, Portugal não forneceu dados. A mais alta taxa de programação acontece em Itália (24,9 por cento) e as emergências têm o valor mais alto na Escócia (15,4 por cento).

Poucos partos ocorrem em unidades de saúde com menos de 500 nascimentos por ano. Em dez dos países que forneceram dados sobre isso, menos de 5 por cento dos partos acontecem nesses locais. Chipre e Lituânia marcam a diferença, com mais de um quinto dos partos a ocorrer nestas pequenas unidades. Segundo o mapa, existe um padrão geográfico nesta questão. A opção pelos blocos de partos sediados em grandes unidades hospitalares é mais comum na Europa do Norte, Escócia, Irlanda, Portugal e Espanha.

A maioria dos países apresentou taxas inferiores a um por cento de partos no domicílio, notando-se apenas uma ligeira alteração desta tendência na Inglaterra (2,2 por cento) e no País de Gales (3,3 por cento). A excepção encontra-se na Holanda, que regista uma taxa de 30 por cento de partos em casa.

As taxas de episiotomia variam entre os 80 por cento dos partos vaginais em Valência (Espanha) e Portugal e os 9,7 na Dinamarca. Pelo meio estão os 16,7 por cento da Inglaterra e os valores entre os 50 e 67 por cento da Flandres, República Checa, Itália e Eslovénia. A percentagem de mulheres que não tiveram uma episiotomia e sofreram lacerações do períneo varia entre os 0,2 por cento de Itália (Portugal com 0,4 por cento) e os 3,5 da Dinamarca.

Gravidez

As técnicas de procriação medicamente assistida (PMA) podem ser responsáveis, nalguns países, por quase 5 por cento dos nascimentos. Dois por cento dos bebés nascidos foram concebidos através de fertilização in vitro (FIV). A taxa mais alta de PMA encontra-se nas mulheres francesas: 4,9 das mães ficaram grávidas através de uma forma de PMA, 1,7 por FIV.

Bebés

Nalguns países, quase todos os bebés são amamentados à nascença (República Checa, Letónia, Eslovénia e Suécia). As taxas mais baixas encontram-se na Irlanda (46 por cento), França (62 por cento), Malta (68 por cento) e Reino Unido (76 por cento). Portugal não apresenta dados neste capítulo.

Os números gerais de mortalidade fetal variam entre os 3 por cada mil nascimentos em Espanha, Luxemburgo, Alemanha e Suécia e os 7 e 9,1 por mil na Holanda e França. Portugal apresenta uma taxa de 3,8 na tabela geral (que inclui os casos a partir das 22 semanas de gestação) e os 2,7 a partir das 28 semanas.

Os números de mortalidade neonatal variam entre os 2,5 por cada mil nascimentos no Luxemburgo, Chipre, Suécia e Noruega e mais de 4 por cento na Estónia (4,2), Letónia (5,7) e Polónia (4,9). A maioria das mortes ocorreu nos sete dias subsequentes ao parto. Portugal apresenta uma taxa de 1,7 nos primeiros seis dias de vida e de 0,9 entre o sétimo e o 27º dia.

A mortalidade infantil varia entre os 3 por cada mil nascidos na Suécia e Noruega e os 9,4 na Letónia, os 8,1 da Lituânia, 6,6 na Hungria e 6,8 da Polónia. Portugal apresenta uma taxa de 3,9.

A percentagem de bebés com menos de 2,5 quilos varia entre os 4,2 por cento e os 8,5 por cento em todos os nascimentos registados nos países que forneceram informação sobre este indicador. Alguns países do Sul da Europa, como Portugal (0,9 dos bebés tinham menos de 1,5 quilos e 6,7 entre 1,5 e 2,5 quilos) e Espanha, revelaram as mais altas percentagens de baixo peso enquanto o outro extremo foi encontrado nos países nórdicos (Finlândia, Suécia e Noruega).

Fonte: Público.

Escrevo frequentemente artigos de carácter científico, mas é a primeira vez que me aventuro por áreas, que embora também científicas, não fazem parte da minha “ciência”. O meu objectivo ao escrever é relatar algumas das actividades que vou fazendo em casa com a minha filha de 4 anos, cuja divulgação será eventualmente de interesse.

A minha filha, tal como muitas outras crianças, adora histórias. E eu adoro que ela adore, porque na verdade vejo-me todos os dias, ou quase todos, perante desafios novos de ter que inventar mais uma história ou ter que a ler! Vamos frequentemente à biblioteca e portanto abundam histórias novas para ler, mas às vezes lá vem uma invenção. Como todos os pais, umas vezes as histórias são mais banais, outras vezes são mais interessantes…. E assim, depois de uma sopa enfiada à custa de contar histórias de baleias (foi para o que deu nesse dia, e lembro-me pelo menos da história da baleia azul e da cinzenta), surgiu a história da baleia azul, que sendo curta propus à minha filha que a escrevêssemos em livro, ao que ela de imediato acedeu.

O livro intitula-se “Como a baleia azul ficou cor de rosa!” e foi ilustrado por nós. Depois disso novos livros surgiram, como a da Rã Nicha, da Joaninha Lélé e do seu irmão To-zé, do ouriço Picos e da esquila Kika, ou o do menino verde.

Ela guarda os livros com muito carinho porque foram feitos por nós (claramente o meu papel é um pouco maior dado que ela tem apenas 4 anos). Penso que esta é uma excelente forma de passar tempo com os filhos, que gera uma grande proximidade e cumplicidade e que termina num produto que depois é mostrado orgulhosamente à família e amigos.

Além disso permite tornar os nossos filhos na personagem principal de um livro, contando uma história deles próprios (e.g. temos um que é “Luísa vê um filme”, ou “Nasceu uma menina” que é sobre o seu quarto aniversário).

Nós adoramos e por isso decidi divulgar este facto para que todos os que acharem boa ideia e ainda não se tenham lembrado de o fazer, o façam! Mostro o livro da baleia azul (não é o meu favorito mas foi o primeiro). Espero que gostem.

Fonte: Conceição Silva Portela, Portal da Criança.

Natal

Nasce mais uma vez,
Menino Deus!
Não faltes, que me faltas
Neste inverno gelado.
Nasce nu e sagrado
No meu poema,
Se não tens um presépio
Mais agasalhado.
Nasce e fica comigo
Secretamente,
Até que eu, infiel, te denuncie
Aos Herodes do mundo.
Até que eu, incapaz
De me calar,
Devasse os versos e destrua a paz
Que agora sinto, só de te lembrar.

(Miguel Torga)

Do famoso matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783) se dizia que era um homem taciturno, pouco dado a grandes ou muitas vezes aborrecidos diálogos. Reza a lenda que durante uma recepção dos reis da Prússia, em Berlim – para onde se mudou aos 34 anos para assumir a posição de director de Matemática da Academia de Ciências -, não terá pronunciado mais do que algumas palavras durante o serão. “Porque não fala comigo?”, questionou a rainha, intrigada com a incapacidade de um tão distinto estudioso em produzir pouco mais do que monossílabos em público. A resposta deixou-a desarmada: “Porque, minha senhora, venho de um país onde, se falarmos, somos enforcados Euler referia-se à Rússia, onde havia trabalhado antes”. Depois disso, retomou a sua silenciosa refeição, não mais falando até ao final da noite.

O episódio, relatado em muitas notas biográficas do matemático, desculpabiliza a inabilidade social do cientista, mas, nos dias de hoje, em que a democracia garantiu a liberdade de expressão, o que explica que tantas mulheres se queixem que não conseguem manter uma conversa com um homem? Ou melhor, que eles são incapazes de manter uma conversa com elas. Será que na geração dos telemóveis, dos SMS, da Internet e dos “chats” os homens se estão a tornar tão socialmente inaptos que matam a sua interlocutora de tédio em menos de cinco minutos? Sem eufemismos: será que se estão a tornar chatos, como admite a jornalista e escritora Sabine Durrant num ensaio publicado numa recente edição da revista “Intelligent Life”?

Admitamos a provocação, ainda que as generalizações possam ser tão perigosas como o preconceito sexista. Estará de facto a espécie masculina a tornar-se mais enfadonha? A tentação de contestar pessoalmente a alegação é refreada por um sábio conselho que o presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira, me deu recentemente durante uma entrevista: “Se queres saber os teus defeitos, pergunta a uma mulher.” Afinal, já dizia o velho adágio, ninguém é bom juiz em causa própria. Palavra a elas, então.

Teresa Castro, autora do blogue “Sem pénis, nem inveja”, não rejeita o confronto. “Um homem só entedia quando não adivinha uma mulher”, responde ao “Expresso”. “Falta ao masculino a dose de intuição equivalente àquela que faz parte do património genético das utentes de vulva e sentido extra acrescentado aos cinco tradicionais.” Dito de outra forma, falta-lhes serem mais parecidos com as mulheres.

A primeira estocada é forte, mas a segunda vai mais fundo na ferida aberta no ego masculino. “Os homens permanecem adoráveis crianças toda a vida. Para eles, salvo o dinheiro e a carreira, tudo é brinquedo: a líbido, as parceiras, o futebol mais as ‘bejecas’ e os petiscos, os catraios que engendraram e lhes servem de pretexto para voltar ao tempo dos comboios e do ‘pouca-terra, muita-gente’”.

Célia Rodrigues, educadora de infância de 37 anos, rejeita a generalização – “tenho muitos amigos interessantes” – mas admite que o homem bom conversador, capaz de seduzir uma mulher com palavras, é hoje uma espécie em vias de extinção. “A maioria é superficial e quer mostrar uma coisa que não é. Para se ser um homem interessante nem é preciso falar muito. Basta ter presença, saber o que se diz e como agir com uma mulher.”

Predicados que, admite Maria, de 33 anos, não se encontram ao virar da esquina. “Só falam de motas, carros, bola ou gajas”, atira. Pior mesmo só quando o assunto é sexo. “Se a mulher não lhes dá o que querem, não param de chatear”. A acusação não é nova mas a solução para o problema é mais simples do que se pensa, a acreditar na autora americana Laura Schlessinger, terapeuta matrimonial e familiar: “Trate-o como ao seu animal de estimação. Se ele tiver sexo, exercício físico e comida vai portar-se bem! Se ele não quiser sexo, aceitará uma sanduíche”, assegura no livro Viver a Dois, Viver Melhor, editado em Portugal pela HF Books.

Deixemos de parte a teoria, “tão redutora quanto idiota”, na opinião de Teresa Castro, e voltemos à comunicação que é, afinal, a chave de qualquer relacionamento, seja ele profissional, emocional ou meramente social. Segundo uma ideia muito difundida nos últimos anos, sobretudo desde que John Gray escreveu o “best-seller” Os Homens São de Marte e as Mulheres São de Vénus, diferenças linguísticas profundas entre homens e mulheres ajudariam a explicar as dificuldades de comunicação entre os dois géneros.

Vários autores têm sustentado, por exemplo, que as mulheres falam, em geral, muito mais que os homens (e, certamente, muito mais do que muitos estão dispostos a ouvir, a julgar pelas queixas recorrentes delas), embora exista pouco consenso sobre a medida exacta dessa diferença. Um dos últimos “contributos” para o debate foi dado pela americana Louann Brizendine. Em The Female Brain (O Cérebro Feminino), a autora escreve que as mulheres pronunciam cerca de 20 mil palavras por dia, quase o triplo das usadas pelos homens (cerca de 7000). O livro cita vários trabalhos sobre as diferenças de género na linguagem, embora, em abono da verdade, nenhum pareça alicerçado em dados empíricos, uma lacuna aliás comum à generalidade dos “estudos” que têm vindo a alimentar os estereótipos sobre o comportamento verbal de homens e mulheres.

Segundo Brizendine, o fenómeno explica-se pelas diferenças de funcionamento entre o cérebro feminino e masculino. “Falar”, escreve a autora, “activa os centros de prazer no cérebro feminino. Não se trata de um pequeno prazer. É enorme. É uma descarga de dopamina e ocitocina, que é a maior recompensa neurológica a seguir a um orgasmo.” No cérebro masculino, está bom de ver que o efeito já não é o mesmo.

Por algum motivo, o debate sobre os problemas de comunicação entre homens e mulheres volta a esbarrar no sexo. Afinal, estarão os homens realmente mais chatos, ou será que, como defende Miguel Esteves Cardoso, “o que é chato é o ser humano”. Haverá algo realmente mais chato que as perguntas-cliché e os preconceitos sexistas?

Fonte: Nelson Marques, Única, 20/12/08.

Conhecimentos inéditos sobre o desenvolvimento biológico estão a revolucionar os cuidados aos mais pequenos. A experiência foi substituída pela evidência científica e práticas outrora comuns são agora proscritas.

Música na gravidez. Não é preciso nascer para ouvir. Hoje admite-se que o feto tem capacidades auditivas a partir das 12 semanas e guarda memória dos sons após o nascimento. Recomenda-se a audição de sons graves porque têm um efeito calmante e a música clássica está entre os estilos adequados. Os ritmos binários têm a vantagem acrescida de se assemelharem ao batimento do coração da mãe. Uma curiosidade: a cadência com que as mães embalam é igual ao seu ritmo cardíaco e é por isso que o bebé adormece mais facilmente.

Aleitamento. Evitar alimentos como laranjas, cebolas, leguminosas ou chocolates não diminui as cólicas no bebé. A alimentação da mulher deve ser variada desde a gestação porque está provado que o feto inicia o desenvolvimento das células sensíveis ao sabor às 14 semanas. Todos são unânimes sobre os benefícios da amamentação exclusiva até aos seis meses de vida do bebé e provou-se que estão erradas as teorias sobre a fraca qualidade do leite muito líquido ou que não escorre quando é deitado num copo. O aleitamento é prioritário e deve começar ainda na sala de partos.

Esterilização. Ferver ou esterilizar biberões e tetinas não é necessário se os pais lavarem frequentemente, e bem, as mãos. As doenças infecciosas são menos frequentes e em condições normais de habitabilidade e de higiene basta uma lavagem que elimine os resíduos.

Alimentos. É um erro excluir alimentos como peixe, gema de ovo, carne de porco e frutas nos primeiros tempos de vida. A selecção visava prevenir alergias, mas as organizações internacionais defendem que atrasar a diversificação alimentar, mesmo em alérgicos, não traz benefícios. Outro erro antigo: não se deve obrigar a comer nem negociar alimentos por alimentos – por exemplo, dar uma bolacha para compensar ter comido sopa – e os legumes e frutas devem estar sempre na mesa porque a sua presença influenciará a alimentação na vida adulta. No passado, os alimentos eram introduzidos com o aparecimento dos dentes e agora são recomendados aos quatro meses, quando não há amamentação.

Suplementos alimentares. Vitaminas para quê? A sociedade moderna caracteriza-se pela abundância e uma dieta equilibrada é suficiente. A excepção, sobretudo no primeiro ano de vida, é a vitamina D, que gerações reforçaram com ‘colheradas’ de óleo de fígado de bacalhau. A tradição tem sido recuperada sob outras formas: os ácidos gordos são decisivos na formação das membranas cerebrais e estão a ser redescobertos em óleos de peixes de profundidade.

Peso. Gordura não é formosura. Cada bebé tem o seu ritmo e as variações nem sempre são sinal de doença. Os pediatras afirmam que os pais modernos se preocupam em excesso com o crescimento e recomendam que pesagem e medição só sejam feitas nas consultas de rotina.

Sono. Não tem fundamento o medo de que os bebés deitados de costas podem sufocar no caso de bolçarem. Em situações normais, o corpo humano está preparado para evitar estas situações. O medo levou muitos pais a deitarem os recém-nascidos de barriga para baixo, mas hoje é reprovável e perigoso. É mandatório deitar os bebés de barriga para cima, pelo menos, até aos seis meses. Depois, é o próprio bebé que escolhe a posição mais confortável. O sono solitário foi estimulado por se acreditar que promovia a autonomia, mas não está provado.

Morte súbita. ‘Abafar’ os bebés não é o perigo principal. A morte de crianças saudáveis por razões inexplicáveis continua a registar-se e estudos recentes têm evidenciado que é mais comum quando os pais são fumadores, em famílias monoparentais e quando o bebé é deitado de barriga para baixo.

Choro. As lágrimas são mais do que fome ou fralda molhada. Descobriu-se que os bebés são muito sensíveis a estímulos e também precisam de aliviar a tensão. Ou seja, às vezes basta deixar chorar um bocadinho para perceber a mensagem.

Banho. Esperar pela digestão para dar banho é um mito. A água utilizada está morna e não existe choque térmico, responsável pela congestão. Além disso, o leite é de fácil digestão. O banho deve ser um prazer e a regra é ‘água quanto baste e pouco produto de limpeza’, sobretudo com glicerina, porque seca e irrita a pele em demasia.

Pele. Pó de talco fora da lista. A limpeza exagerada é inimiga da pele e um banho seguido de uma loção hidratante é suficiente. Na zona da fralda é necessária parcimónia no uso de toalhetes, pois limpam a sujidade, mas também podem arrastar a camada superficial da pele. Quando a fralda só está molhada e não existe irritação não é necessário usar creme ou pastas sob risco de provocar uma sensibilização excessiva. E o pó de talco está fora de moda porque as partículas podem ser inaladas pelo bebé.

Fralda. O uso precoce do bacio está fora de questão. Os pediatras estão a recuperar a tradição de retirar a fralda só aos dois anos porque o controlo precoce do esfíncter pode, afinal, trazer problemas.

Botas ortopédicas. Não vale a pena olhar para os pés antes dos dois anos. A ortopedia moderna respeita as regras de crescimento do pé e da marcha das crianças e qualquer calçado que faça alguma contenção interfere com a evolução normal. É ponto assente que é o exercício e não o calçado ortopédico ou formativo que cumpre a missão fisiológica. Sempre que possível, as crianças devem andar descalças e usar sapatos que protejam apenas o tornozelo e o calcanhar.

Creche. A socialização, afinal, só começa aos três anos. Na sociedade actual mães e avós trabalham e os bebés vão para a creche cada vez mais cedo. Contudo, a maioria dos pediatras regressou ao passado para recomendar os cuidados dos avós até aos três anos. Argumentam que os ganhos de afecto compensam.

Febre. A temperatura não é doença. A maioria das crianças faz quatro dias de febre e não é preciso baixar a temperatura de imediato como querem os pais dos nossos dias. Os médicos alertam que a febre é muitas vezes é um mecanismo de defesa do organismo e que um sinal de serenidade é a criança continuar a brincar.

Tosse. Adeus ao xarope. Tossir é uma forma do corpo para eliminar secreções e melhorar a respiração. Trata-se de um sintoma e não de uma doença e nos primeiros anos de vida não são recomendados inibidores.

Aerossóis. São os grandes terapeutas do século XXI. Ajudam a respirar melhor, contudo, os médicos têm dúvidas sobre o que os próximos avanços podem revelar sobre a sua utilização.

Ginástica respiratória. Comum na década de 90 revelou-se desnecessária. Era usada para bronquiolites e hoje sabe-se que aumentam o cansaço e as dificuldades de respiração.

Remédios caseiros. Vivem-se tempos de medicação excessiva. As precauções sobre o uso de remédios estão na ordem do dia e a regra é recuperar remédios caseiros como o xarope de cenoura e os preparados com mel.

Vacinas. O calendário mudou. As crianças dos nossos dias são mais vacinadas – e dizem os pediatras, estão mais protegidas – e já não é preciso recomeçar do zero quando há atrasos muito grandes.

Flúor. As gotas outrora comuns foram trocadas pelos dentífricos. Actualmente, é promovida a lavagem cada vez mais precoce dos dentes, aliás, logo que a dentição aparece na vida do bebé.

Brinquedos. Quantos mais, pior. As crianças precisam de estimular a imaginação e para isso não podem ter muitos brinquedos para poderem explorá-los ao máximo, dando-lhe várias utilizações. Os pais devem guardar os presentes, optando pela distribuição ao longo do ano.

Animais. Os eternos amigos estão de volta. Após várias teorias sobre o risco acrescido de alergias, cães, gatos, pássaros e outros animais são desejáveis para o desenvolvimento da criança.

Desporto. O cloro não faz alergia. A prática desportiva é defendida para o desenvolvimento psicomotor e a natação volta a liderar as preferências. A qualidade da água das piscinas melhorou e os bebés podem nadar a partir do sexto mês de vida. Só é preciso limpar o cloro com um banho abundante e dar bastante água para minimizar a sua presença no estômago.

Regras. O ónus dos pais sobre a personalidade dos filhos está mitigado. Passou a ser admitido que há crianças difíceis que complicam a vida das famílias e que as regras são, por isso, indispensáveis. A negociação deve existir, mas sem rendição, em especial, dos pais.

Fonte: Expresso.

Nova lei faz disparar o número de divórcios. Separações sem mútuo consentimento podem triplicar.

Durante quinze anos, Mariana abdicou da carreira de pediatria para poder acompanhar o marido, Gonçalo, rumo  a Nova Iorque e Londres, onde é quadro superior num banco japonês na City. Depois de uma vida em conjunto passada no estrangeiro, Mariana regressou a Portugal. Sem o marido mas com os dois filhos e até já começou a trabalhar num hospital. A pediatra aproveitou a boleia da lei do divórcio, que entrou em vigor há uma semana, para se separar. “A nova legislação permite a Mariana ser recompensada por ter renunciado à profissão em prol da família. Com a anterior lei, nada receberia. No máximo teria direito a uma pensão de alimentos”, afirma a advogada Arménia Coimbra.

Já Cristina aguardava desde Julho pela pela aplicação da Lei Nº 61-2008, que entrou em vigor esta semana, porque não queria voltar a recordar em tribunal os episódios de violência doméstica de que foi vítima. Com a lei anterior, não teria outro remédio senão reviver os horrores dos oito anos de casamento, que incluíram mesmo tentativas de homicídio por parte do marido.

Histórias reais como as de Mariana e Cristina ajudam a explicar porque 2009 será “o ano de todos os divórcios”, como refere a maioria dos dez advogados especializados em Direito da Família contactados pelo Expresso. “Os casos de divórcio sem mútuo consentimento vão triplicar. E estou a ser optimista pois podem ser muito mais”, profetiza Ricardo Candeias.

Numa contabilidade feita por alto, isso resultará em, pelo menos, 4500 acções, já que em 2007 o número de rupturas litigiosas rondou as 1500 (num universo de 25 mil separações). Na mesma lógica, também os divórcios com mútuo consentimento irão disparar. Segundo a advogada Adelaide Guitart, para o dobro dos casos, “pelo menos no primeiro ano da lei, enquanto não passar o efeito de novidade”.

A possibilidade de haver 50 mil casos de divórcios no final do próximo ano não é fácil de digerir. Mas o Expresso fez uma pequena experiência que ajuda a comprovar a tese: tal como Mariana e Cristina, há entre 500 e 800 pessoas (casadas no papel mas na prática separadas) que esperaram durante meses pela aplicação da lei para dar a estocada final no casamento. “Tenho uma dezena de clientes com o matrimónio no limbo. Muitos nem sequer sabem do paradeiro do seu cônjuge”, revela Ricardo Candeias. Segundo este advogado, a lei tem o mérito de contribuir para “mudar mentalidades”. A popularidade desta lei, afiançam quase todos os especialistas, deve-se em grande parte, à eliminação da culpa como fundamento no divórcio sem mútuo consentimento. Nem todos acreditam, porém, que o litígio desapareça do dia para a noite. “O problema da culpa mantém-se, já que no tribunal discutir-se-ão os factos que levaram à ruptura do casamento, esmiuçando-se a vida privada dos cônjuges”, acrescenta Ricardo Candeias. Já no divórcio por mútuo consentimento, a grande novidade é que deixará de haver acordos prévios. “O juiz decide sobre as questões que os cônjuges não acordaram, como a casa de morada de família, as responsabilidades parentais ou a pensão de alimentos”, diz Arménia Coimbra.

Sobre a pensão de alimentos, a justiça terá mão pesada sobre os incumprimentos, o que não acontecia com a anterior lei. “Quem falhar com o dinheiro ao fim de dois meses pode ir para a prisão”, informa Adelaide Guitart.
Guerra de tachos e panelas

Para o advogado Miguel Costa Gomes, nem tudo é tão linear como parece. “O que antes era de fácil resolução, agora tornou-se numa zona de conflito. É preciso lembrar que 80% dos divórcios litigiosos terminavam em mútuo consentimento. A percentagem será muito menor”, vaticina. A advogada Liliana Ferreira é ainda mais céptica: “A lei tornará o litígio entre os cônjuges bastante maior e mais penoso. Haverá uma guerra dos ‘tachos e panelas’ na hora da partilha.”

As suas colegas Adelaide Guitart e Rita Sassetti, que esta semana sentiram um aumento do número de clientes a avançar com processos de divórcio, alertam para o perigo de os tribunais “serem entupidos com casos menores” nos próximos tempos. “Esta lei vai tornar as pessoas mais irresponsáveis, já que nem sequer se vão esforçar para se entenderem. Divorciam-se e já está”, diz Adelaide Guitart. E receia que as próximas gerações sejam de “filhos de pais divorciados”.

Como medida de prevenção, Rita Sassetti preferiu até apressar alguns processos de divórcio antes que a lei entrasse em vigor. “Estava em causa o exercício do poder paternal. Nesta área vai haver muita litigância”, adverte.

Fonte: Expresso (Ver mais aqui).

Nascer cidadão

O projecto “Nascer Cidadão”, que permite o registo de nascimento em unidades de saúde e evita deslocações às Conservatórias do Registo Civil, é alargado hoje a todas as maternidades públicas do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ler aqui.

Em tempos de crise financeira, o sexo se tornou a atividade gratuita favorita dos britânicos, de acordo com uma nova pesquisa online.
Cerca de 37% dos mais de 2 mil adultos entrevistados apontaram o sexo como passatempo grátis predileto.
No questionário de múltipla escolha, constavam ainda as opções “conversar com amigos”, “olhar vitrines”, “ir a um museu”, “nenhuma destas opções” e “não sei”.
A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 23 de novembro pela empresa YouGov para a Terrence Higgins Trust – uma das principais instituições de caridade britânica voltada para portadores de HIV e em defesa de uma vida sexual saudável.
A organização, que faz campanha pelo sexo seguro, elogiou o fato de que foi registrado um aumento nas vendas recentes de preservativos no país.

Escoceses
Os escoceses foram os que mais votaram na opção “fazer sexo” – cerca 43% dos entrevistados.
A segunda alternativa mais votada pelos internautas foi “nenhuma destas opções”, com 25% de preferência.
“Conversar com amigos”, recebeu 18% dos votos, “olhar vitrines”, 9%, e “visitar um museu”, apenas 6%.
Cerca de 5% dos entrevistados disseram não saber qual das opções escolher.

Fonte: BBC Brasil.

Coitados dos nossos avós. Aqui.

Um em cada quatro namorados é vítima de agressões, incluindo crianças de 11 anos
A principal forma de violência no namoro são as agressões emocionais, mas há inúmeros relatos de agressões graves. Um em cada quatro adolescentes, entre os 11 e os 17 anos, queixa-se de que o(a) namorado(a) o(a) agrediu com insultos, gritos, murros, sovas e pontapés, revela um estudo da Universidade do Minho.

“Insultos, estaladas, gritos, atirar e partir objectos, impedir ou controlar contactos com outros” são os actos mais relatados na tese de doutoramento sobre violência no namoro da psicóloga Sónia Caridade.

Segundo a investigadora, “25,4% dos jovens foi vítima, pelo menos uma vez, de um acto violento na relação”. Número “muito aquém da realidade, já que se trata apenas de quem decide fazer queixa”, disse Rosa Saavedra, da Associação de Apoio à Vítima.

O estudo abrangeu 4667 jovens até aos 29 anos, mas à associação já chegaram dois pedidos de apoio de crianças de 11 anos e seis denúncias de raparigas até aos 17 anos.

Fonte: Correio da Manhã.

Problema cada vez maior numa sociedade cada vez menos humanizada e solidária. Ver aqui.

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